
NUNEZ revela os bastidores intensos da gravação dos audiovisuais do álbum Karavana, que contou com quase 40 pessoas e um ônibus antigo dos anos 1970 em uma única diária repleta de desafios e improvisos — inclusive aprendendo a dirigir o veículo na hora das filmagens. Além de detalhar seu envolvimento direto na direção criativa do projeto, que mistura estética vintage e futurista, o artista fala sobre sonhos futuros, como uma colaboração com Marcelo D2, e celebra a experiência marcante de ter sido finalista no João Rock. Ele também adianta planos para uma série documental que mostrará a jornada da Karavana pelo Brasil, unindo música, cultura e novas conexões.
Conta pra gente: como foi gravar tudo em uma diária com quase 40 pessoas e um ônibus dos anos 1970?
Foi muito complicada toda a logística, pois, por ser um trabalho independente, movimentar quase 40 pessoas de SP para Mogi das Cruzes exigiu organização. Nos dividimos em cerca de seis carros, choveu no dia, tínhamos pouco tempo para gravar; enfim, o resultado impecável só mostra a força da coletividade, mais um pilar deste disco. Todos os envolvidos também são amigos, sabem do meu corre e se empenharam como se fosse um projeto deles também. Então, eu acho que o aprendizado que fica é que é sempre melhor trabalhar com pessoas que vibram a mesma frequência que você, que torcem por você. Foi muita correria para dar conta de gravar tudo em um dia só, mas o empenho e a dedicação de todos fizeram com que tudo ocorresse da melhor maneira possível!
Tem alguma história de bastidor dessa produção que você nunca contou?
Eu tive que aprender a dirigir o ônibus na hora ali, né, sem nem tempo para testar! (risos) A gravação foi tão corrida que, na hora em que tinha que gravar as cenas comigo pilotando, eu só sentei lá no banco do motorista, peguei numa reta e fui tentando, com o dono do veículo me orientando. Até que, uma hora depois de morrer algumas vezes, eu peguei a manha e consegui ir levando na primeira e segunda marcha, mas causei um trânsito absurdo na estradinha onde estávamos gravando. Me xingaram e buzinaram pra caramba, mas deu tudo certo, tudo pela arte! (risos)
A estética do álbum é um show à parte. Você se envolve diretamente com figurino, cenário, edição?
Sim, eu também sou diretor criativo de todos os meus projetos. A estética e o conceito de Karavana nasceram através de referências que eu já tinha pesquisado e desenhado e apresentei aos diretores e à stylist, que me ajudaram a materializar tudo. Eu fico sempre atento a todos os detalhes, ajudo na produção de arte, figurinos, cenas, roteiros, edição dos materiais, gosto de opinar em tudo e co-criar com aqueles que estão ao meu lado.
Com quem mais você sonha em dividir uma faixa no futuro, agora que “Karavana” está no mundão?
Eu acho que quem me acompanha sabe que talvez meu maior sonho seja fazer um feat com o Marcelo D2, né? O acústico dele em 2004 na MTV foi algo muito marcante para a minha juventude e eu admiro muito a história dele. Tem vários outros que eu ficaria em choque também, tipo Seu Jorge, Rael, Papatinho, mas meu feat dos sonhos claramente é o mestre Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, vulgo D2.
Como foi receber a notícia de que estaria entre os finalistas do João Rock?
O João Rock foi uma parada muito irada, eu coloquei na minha cabeça que ia dar certo desde o começo e fui nessa energia. Chegamos entre os 20 finalistas, depois entre os 3, fui para Ribeirão, fizemos história por lá. Muita gente nova conheceu o trabalho, falamos com Globo, Band, CBN, vários veículos grandes, além de um baita show ao vivo para quase 2 mil pessoas. Então, acho que, mesmo ficando em segundo lugar, o resultado foi muito positivo. Sinto que a história está sendo escrita da melhor maneira, passo a passo, sem pressa de chegar no destino final, e me sinto muito orgulhoso dessa trajetória!
O que o público pode esperar da série documental que você está preparando? Já tem spoiler?
A ideia é rodarmos por alguns estados do Brasil com a Karavana espalhando o disco novo e documentando a vivência, shows, sessões de estúdio e a cultura dos artistas locais, fazer esse intercâmbio e mostrar sons diferentes, produzir coisas diferentes. Ainda não posso dar muitos detalhes de como vai ser tudo, mas vocês podem esperar um conteúdo irado nas redes sociais, documentando toda essa viagem e era de Karavana!










