
Em um encontro marcado por simbolismo e reverência ao conhecimento, Urandir Fernandes recebeu oficialmente a Bíblia de Zurique, um dos mais notáveis registros históricos do cristianismo, durante uma cerimônia especial realizada no Castelo de Robson Miguel, em São Paulo. O momento ocorreu no início de julho e reuniu pesquisadores, estudiosos e representantes de Dakila Pesquisas em uma atmosfera carregada de emoção e propósito.
A entrega deste tesouro milenar a Urandir não foi um ato casual, pois representa o reconhecimento de sua trajetória na busca pelo saber original e pelo resgate de uma história que, por muitas vezes, foi manipulada ou apagada ao longo dos séculos. O castelo, com sua arquitetura medieval e ambientação majestosa, serviu de palco perfeito para uma ocasião que, mais do que uma simples entrega, foi tratada como um marco simbólico e histórico.
Durante o evento, Robson Miguel fez questão de destacar o valor da Bíblia como um documento de enorme relevância cultural e espiritual. “A Zurique é muito mais do que um livro; ela é a base de um pensamento que resistiu ao tempo e à censura”, afirmou o anfitrião. Ao transferi-la para as mãos de Urandir, Miguel simbolizou a continuidade de uma missão que ultrapassa a religião, iluminando as origens do conhecimento humano com base em provas e documentos.
A cerimônia foi marcada por discursos, músicas que reforçaram a importância daquele momento. Ao receber a obra, Urandir declarou: “Não é sobre dogmas, é sobre decifrar o que nos foi escondido. Cada página que toco me aproxima mais da verdade que estamos buscando há tanto tempo”. Ele também afirmou que esse gesto reforça o compromisso de Dakila em levar a público conteúdos que estimulem a liberdade de pensamento e a reconstrução consciente da história.
A Bíblia de Zurique, publicada originalmente no século XVI por Ulrico Zwinglio e contando com a colaboração de estudiosos como Leo Jud, tem um peso histórico que ultrapassa suas palavras e representa a transição entre os textos religiosos engessados da Idade Média e uma nova era de interpretação consciente. Agora, nas mãos de Urandir e sob os cuidados da comunidade de Dakila, esse material promete ser analisado com um olhar científico e livre de amarras ideológicas, priorizando o resgate das informações originais.
Esse momento fortalece o movimento liderado por Dakila, e também reafirma a convicção de que conhecimento não é algo a ser escondido ou temido. Ao contrário, é uma ponte entre os tempos e, nesse caso, entre Zurique e o Brasil, entre o passado velado e o futuro revelado.
Escrito por Kethelyn Rodrigues, supervisionada por Henrique Souza.









