Alok muda visão sobre sucesso e revela por que deixou de perseguir o topo mundial

Alok decidiu rever a forma como enxerga o sucesso na carreira. Em entrevista a Erika Schneider, no quadro “De Frente com Schneider”, o DJ explicou que chegar ao primeiro lugar nos rankings mundiais deixou de ser uma obsessão e passou a enxergar outras conquistas como muito mais importantes.
Atualmente, o brasileiro ocupa a terceira posição do ranking Top 100 DJs, da revista DJ Mag, atrás de David Guetta e Martin Garrix. Apesar do reconhecimento internacional, Alok afirmou que não vê mais sentido em transformar a liderança em uma corrida permanente.
Para o artista, existe uma diferença entre ser reconhecido mundialmente e ocupar um lugar de destaque dentro da própria família. Ele questionou qual seria o real benefício de alcançar o topo profissional se não conseguisse estar presente para os filhos, a esposa e as pessoas mais próximas.
Alok também explicou que a busca incessante pela liderança pode acabar se transformando em uma disputa por poder. Na visão dele, conquistar o primeiro lugar deveria ser consequência do trabalho, e não o principal objetivo de sua vida.
Durante a conversa, o DJ ainda relembrou a homenagem que fez para Marília Mendonça em Barretos. Ele contou que os dois tinham planos de dividir o palco em 2022, quando a cantora seria embaixadora do evento. A homenagem surgiu justamente como uma forma de representar a presença que acabou não acontecendo.
Questionado sobre a possibilidade de realizar tributos semelhantes para outros artistas, Alok afirmou que não possui atualmente nenhuma outra homenagem planejada. Segundo ele, a história com Marília teve um significado particular por causa do projeto que os dois tinham antes da morte da cantora.
Outro assunto abordado foi o avanço da inteligência artificial na música. Alok, que utiliza tecnologia em seus próprios espetáculos e produções, afirmou que vê os recursos tecnológicos como aliados, mas acredita que é necessário estabelecer limites quando a IA passa a interferir diretamente na criação artística.
Para o DJ, a arte precisa preservar o elemento humano. Ele também questionou a ideia de tratar a inteligência artificial simplesmente como uma ferramenta e demonstrou preocupação com o desenvolvimento de sistemas cada vez mais autônomos pelas grandes empresas de tecnologia.
O discurso de Alok mostra uma mudança de prioridades: depois de conquistar reconhecimento internacional, o artista parece menos interessado em provar que pode ser o número um e mais preocupado com o impacto que sua carreira tem na vida pessoal e naquilo que considera realmente importante.









