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Assistido por mais de 70 mil pessoas, premiado musical Ney Matogrosso – Homem com H volta aos palcos no Teatro Porto a partir de 19 de setembro

Com texto de Emilio Boechat e Marília Toledo, produção da Paris Cultural homenageia a trajetória de um dos artistas mais autênticos da cultura brasileira

Sucesso de público e crítica, o musical Ney Matogrosso – Homem com H, produção da Paris Cultural, retorna a São Paulo para mais uma temporada. Após passar por cinco cidades (Rio de Janeiro, Natal, Recife, Fortaleza e Curitiba) e reunir mais de 70 mil espectadores, o espetáculo reestreia no Teatro Porto no dia 19 de setembro, sexta-feira, às 20h. As sessões seguem de sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 17h, até 7 de dezembro.

O espetáculo tem texto de Emílio Boechat e Marilia Toledo, vencedores do Prêmio Bibi Ferreira por este trabalho. Marilia também divide a direção da peça com Fernanda Chamma, enquanto a direção musical é assinada por Daniel Rocha. No palco, o camaleônico Ney Matogrosso — grande homenageado do musical — é interpretado por Renan Mattos (que venceu os prêmios Bibi Ferreira e DID 2022, além de ter sido indicado ao APCA) – que é acompanhado por mais 16 atores e banda ao vivo composta por 6 músicos.

A ideia de montar o espetáculo, de acordo com a diretora e autora Marília Toledo, surgiu depois que ela soube que seus sócios Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu tinham adquirido os direitos para realizar um longa-metragem sobre a vida de Ney Matogrosso – que acaba de estrear nos cinemas. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse musical”, revela.

“Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral.  E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o assistimos, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se.

Já para Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo”.

O musical chega para apresentar ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo. “A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”.

A montagem

Ney Matogrosso – Homem com H explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia – exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso.

Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que irá apoiar o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, são feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e explícito o tempo todo.

Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bissexualidade desde o início”, destaca Toledo.

Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X fez uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade.

“Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama”.

Sinopse
A peça mostra momentos marcantes da vida e carreira de Ney Matogrosso, costurando episódios da infância, juventude e explosão artística. Sem seguir uma ordem cronológica, a narrativa mistura fatos reais, imagens poéticas, que dialogam com sua trajetória.

Ficha Técnica

Texto: Marilia Toledo e Emílio Boechat
Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo
Coreografia: Fernanda Chamma
Direção Musical: Daniel Rocha
Cenografia: Carmem Guerra
Figurinos: Michelly X
Visagismo: Edgar Cardoso
Desenho de som: Eduardo Pinheiro

Desenho de luz: Fran Barros & Tulio Pezzoni

Preparação vocal: Andréia Vitfer
Realização: Paris Cultural

Patrocínio: Porto Seguro
Produção Geral: Paris Cultural

Elenco por ordem alfabética:
Renan Mattos – Ney

Bruno Boer – Ney Cover

Vinícius Loyola e Pedro Arrais – Cazuza, Tonho, Cláudio Tovar e Romildo

Giselle Lima – Beíta, Renate Beija-Flor e Sandra Pera

Hellen de Castro – Rita Lee, Sylvia Orthof, Gilda e Yara Neiva

Enrico Verta – Gerson Conrad, Eugênio, André Midani e Frejat

Abner Debret – Vicente Pereira e Vitor Martins

Matheus Paiva – João Ricardo, Nilton Travesso e Marco de Maria

Dante Paccola – Ney Jovem, Mazzola e Paulnho Mendonça

Maria Clara Manesco – Luli, Lidoka e Fã

Tatiana Toyota – Elvira, Rosinha de Valença

Léo Rommano – Titinho, Moracy do Val, Luiz Fernando Guimarães e Arthur Moreira Lima

Ju Romano – Lena, Regina Chaves

Maurício Reducino – Ensemble

Valffred Souza – Ensemble

Vitor Vieira – Matogrosso e Guilherme Araújo

Oscar Fabião – Dódi e Grey

Banda

Teclado 1 e Regência – Rodrigo Bartsch

Teclado 2 e sub de Regência – Renan Achar

Bateria e percussão – Kiko Andrioli

Trombone, Trompete, Flugel – Renato Farias

Baixo Elétrico, acústico e violão – Eduardo Brasil

Reed (Sax Tenor, Clarinete, Clarone, Flauta) – Tico Marcio

Serviço

NEY MATOGROSSO – HOMEM COM H
Temporada: 19 de setembro a 7 de dezembro de 2025

Sessões: Sextas e sábados às 20h e domingos às 17h.

Duração do espetáculo: 3h (com 15 minutos de intervalo)

Ingressos:

Plateia R$ 250,00

Balcão e frisa R$ 200,00

Preço Popular*: 50,00  *Obs. O ingresso PREÇO POPULAR é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet e está sujeito à cota estabelecida por Lei para este valor. O comprovante para compras ao valor de meia entrada é obrigatório e deverá ser apresentado na entrada do espetáculo.

TEATRO PORTO

Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.

Telefone (11) 3366.8700

Capacidade: 508 lugares.

Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.

Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.

O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.

Thiaggo Camilo - @thiaggocamilo

Jornalista e assessor de imprensa. Foi jurado do quadro musical do programa Mais Show com Danny Pink na Rede Vida. Colunista do Tô Na Fama!, portal parceiro de conteúdo do IG. Atualmente está a frente da sua agência de comunicação e licenciamento. Instagram e Twitter @thiaggocamilo
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