Bruno de Zé e o que quase ninguém conta sobre espiritualidade na internet
Quem é o influenciador de religiões de matriz africana que já alcançou até 3 milhões de pessoas em uma única publicação e soma mais de 1 milhão de visualizações nas redes sociais

Bruno Novaes, conhecido nas redes sociais como “Bruno de Zé”, utiliza seus canais digitais para tratar de espiritualidade, diversidade religiosa e informação pública. Natural do Rio de Janeiro, nascido em Madureira e criado em São Gonçalo, ele teve formação inicial em ambiente evangélico, acompanhando a mãe e o padrasto em atividades da igreja durante a infância.
Aos oito anos, após a morte da mãe, Bruno passou a viver com o pai e depois com um tio, além de mudar de cidade dentro da região metropolitana. Segundo ele, esse período alterou sua relação com a fé. “Foi um período de muita ruptura. Quando você perde a mãe cedo, tudo muda de lugar, inclusive a forma como você enxerga a fé e a vida”, relata.
O contato com religiões de matriz africana ocorreu na juventude e foi, inicialmente, marcado por receio e falta de informação. “Eu tinha receio porque só conhecia o que diziam sobre a religião, não o que ela realmente era”, afirma. Com o tempo, a convivência com pessoas próximas e a busca por compreensão levaram Bruno a visitar casas de Umbanda e, posteriormente, a frequentar o Candomblé.
Segundo ele, a experiência contribuiu para uma reorganização pessoal e para a construção de uma rede de apoio comunitário. O nome “Bruno de Zé”, adotado nas redes, está ligado a uma entidade com a qual ele afirma ter estabelecido uma relação de orientação espiritual, que influenciou sua forma de agir e se comunicar.
Bruno relata que, em determinado período, realizou leituras simbólicas com cartas e atendimentos individuais, mas reduziu essa prática por considerar os impactos emocionais do contato frequente com demandas alheias. “Aprendi que ajudar também exige cuidado comigo mesmo. Sem equilíbrio, ninguém consegue orientar ninguém”, diz.
Pai de dois filhos, ele afirma que a espiritualidade deve ser uma escolha pessoal e que seu objetivo é usar as redes para informar, explicar fundamentos religiosos e reduzir estigmas, sem recorrer a promessas ou sensacionalismo. “Mais do que prometer respostas fáceis, quero mostrar que espiritualidade também é responsabilidade, equilíbrio e cuidado”, conclui.









