Coluna Tiago da Silva Candido

Core Web Vitals e Performance em 2026: Guia Prático para Deixar seu Site Mais Rápido (e Melhorar o SEO)

Aprenda como melhorar Core Web Vitals em 2026 com ações práticas: otimização de imagens, cache, CSS/JS, fonte, CDN e checklist para aumentar velocidade e rankings no Google.

A velocidade do site deixou de ser “detalhe técnico” faz tempo. Em 2026, performance é SEO, conversão e credibilidade. Se o site demora para carregar, o usuário sai — e o Google percebe. A boa notícia: dá para melhorar muito com ajustes simples e bem direcionados.

Abaixo vai um guia objetivo, com foco em ações que realmente movem os números.


O que são Core Web Vitals (e por que você deveria ligar)

Os Core Web Vitals são métricas do Google que medem experiência real do usuário. As principais:

  • LCP (Largest Contentful Paint): quanto tempo demora para o elemento principal aparecer (ideal: até 2,5s).
  • INP (Interaction to Next Paint): responsividade ao clique/toque (ideal: até 200ms).
  • CLS (Cumulative Layout Shift): “pulos” de layout durante o carregamento (ideal: até 0,1).

Melhorar essas métricas tende a reduzir rejeição e aumentar tempo de permanência — sinais que ajudam no desempenho orgânico.


1) Comece pelo diagnóstico (sem achismo)

Antes de otimizar, meça para saber onde está o gargalo.

Ferramentas recomendadas:

  • PageSpeed Insights (PSI): mostra dados reais (quando disponíveis) e sugestões.
  • Lighthouse (Chrome): auditoria detalhada.
  • Search Console → Experiência/Páginas: visão geral do site (em escala).

Dica prática: rode o teste em mobile primeiro. É onde mais sites sofrem.


2) Imagens: onde a maioria perde performance

Imagens geralmente são o “peso invisível” do site.

Checklist rápido:

  • Use formatos modernos: WebP/AVIF (quando possível).
  • Defina largura/altura no HTML/CSS para evitar CLS.
  • Ative lazy load para imagens fora da primeira dobra.
  • Comprima sem destruir qualidade (muitas vezes dá para cortar 50–80% do peso).

Regra de ouro: a imagem do “hero” (a primeira grande imagem) precisa ser leve e carregar cedo — isso impacta diretamente o LCP.


3) Reduza JavaScript (e melhore o INP)

Hoje, muitos sites ficam “bonitos”, mas travados. O usuário clica e nada responde por alguns instantes — o INP piora.

Ações que funcionam:

  • Remover scripts que você não usa (plugins, widgets, trackers).
  • Carregar scripts de forma adiada (defer/async quando aplicável).
  • Evitar “carrosséis”, popups e efeitos pesados como padrão.
  • Reduzir bibliotecas gigantes por alternativas leves.

Sinal clássico de problema: PageSpeed acusando “reduza o tempo de execução do JavaScript” e “tarefas longas na thread principal”.


4) CSS: menos bloqueio de renderização

CSS demais na página inicial atrasa a renderização e piora LCP.

Boas práticas:

  • Minimizar CSS e remover o que não é usado.
  • Usar CSS crítico (o mínimo necessário para renderizar a primeira tela) e carregar o restante depois.
  • Evitar importar muitas fontes e variações (peso e bloqueio).

5) Fontes: rápidas e estáveis (para não causar CLS)

Fontes externas podem atrasar o texto e causar “pulo” visual.

O que otimizar:

  • Use menos variações (ex.: 400 e 700 já resolve muita coisa).
  • Habilite font-display: swap (evita texto invisível).
  • Prefira hospedar fontes localmente quando fizer sentido.
  • Precarregue (preload) a fonte principal da dobra inicial.

6) Cache, compressão e CDN: ganho grande com esforço moderado

Aqui entram melhorias “estruturais” que impactam o site inteiro.

Itens essenciais:

  • Cache no navegador (headers bem configurados).
  • Compressão Brotli/Gzip.
  • CDN para servir arquivos estáticos mais perto do usuário.
  • Otimização do TTFB (tempo de resposta do servidor), principalmente em páginas dinâmicas.

7) Menos plugins e mais controle (principalmente em sites CMS)

Plugins em excesso podem:

  • Injetar JS/CSS desnecessário,
  • Criar consultas lentas,
  • Aumentar risco de segurança.

Estratégia saudável: manter somente o que é indispensável, e revisar trimestralmente. IPTV


Checklist final (para você aplicar hoje)

  • [ ] Testei no mobile (PSI/Lighthouse) e anotei os maiores culpados
  • [ ] Converti imagens para P/AVIF, com lazy load e dimensões fixas
  • [ ] Reduzi scripts e adiei carregamento do que não é crítico
  • [ ] Cortei CSS não utilizado e organizei carregamento (crítico primeiro)
  • [ ] Ajustei fontes (swap, menos variações, preload da principal)
  • [ ] Ativei cache + compressão + (se possível) CDN
  • [ ] Re-testei e comparei LCP/INP/CLS antes e depois

Conclusão

Em 2026, “site rápido” não é só capricho: é parte da estratégia de crescimento orgânico. O melhor caminho é medir → atacar o maior gargalo → medir de novo. Com 2–3 rodadas de ajustes, muitos sites já saem do “ruim” para “bom” nas métricas.

Tiago da Silva Candido

Colunista de portais como Correio Braziliense, Tonafama, F5 online e Imprensa e Midia e mais 1500 sites.
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