
Victor Oliveira Cardoso, 32 anos, é um nome em ascensão no boxe profissional brasileiro. Mas sua história não começou nos ringues. Antes de se tornar atleta, ele era servidor público em Minas Gerais. O problema? Seu coração batia mais forte pelo esporte.
“Comecei no kickboxing em 2014, só por hobby”, conta Victor. Mas o hobby virou paixão, e logo ele percebeu que conciliar o trabalho com os treinos seria impossível. Em 2019, tomou uma decisão ousada: largou o emprego estável para viver da luta. E não parou mais.
Em 2020, migrou para o boxe amador. “Vi mais oportunidades na modalidade”, explica. Mas a estreia profissional aconteceu em 2023, em Santos (SP), e desde então, Victor vem colecionando 18 lutas nesses três anos. Agora, em março, ele encara sua quinta luta profissional e está de olho no top 10 do ranking nacional. “Se vencer, posso disputar o título brasileiro ainda este ano”, revela.
Nem tudo foi fácil. Ele lembra de uma luta marcante: “Quebrei o nariz no treino seis semanas antes. Achei que estava recuperado, mas no primeiro round ele quebrou de novo. Sangue, dor, mas fui até o fim. Perdi nos pontos, mas aprendi muito.” Depois disso, ele e sua equipe mudaram sua estratégia de luta, aproveitando melhor suas características físicas.
Além de atleta, Victor é empreendedor. Ele gerencia seu próprio estúdio de lutas, dá seminários e está prestes a lançar um curso online. “Hoje, visibilidade é tudo. Já vi muitos professores incríveis que não cresceram porque não investiram nisso. Eu aprendi a usar as redes sociais a meu favor”, explica.
Olhando para o futuro, Victor tem um objetivo claro: crescer no boxe profissional, expandir sua presença no esporte e inspirar outros atletas. “No boxe, tudo depende de mim. Quanto mais treino, mais evoluo. E é isso que me motiva todos os dias.”