Dr. Nícolas Carlos dos Santos: da experiência no Ministério Público à construção de uma carreira marcada pela confiança na advocacia
Advogado que começou a atuar ainda jovem fala sobre trajetória, Direito Criminal e Imobiliário, desafios da profissão e a importância de aproximar o conhecimento jurídico da população

A relação do Dr. Nícolas Carlos dos Santos com o Direito começou cedo. Antes mesmo de concluir a graduação, ele já havia experimentado a rotina da profissão e entendido que a advocacia seria o caminho que gostaria de seguir. Em 2012, teve os primeiros contatos com a prática jurídica durante um estágio com o próprio pai, também advogado. Mais tarde, durante a graduação em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), passou pelo Ministério Público de Porto Ferreira, experiência que considera importante para sua formação.
Foi justamente o contato com situações concretas que ajudou a consolidar sua escolha profissional. Desde pequeno, conta, sempre teve facilidade para procurar soluções diante dos problemas. No Direito, encontrou uma área em que poderia transformar essa característica em trabalho.
“Desde pequeno sempre gostei de buscar soluções para problemas. No Direito, percebi justamente essa possibilidade de compreender diferentes situações e encontrar caminhos para resolvê-las”, afirma.
Depois da faculdade, veio o desafio de começar efetivamente a carreira. Aos 23 anos, o Dr. Nícolas passou a advogar e precisou lidar com uma dificuldade comum para profissionais que ingressam cedo no mercado: conquistar a confiança dos clientes.
A pouca idade, porém, acabou se transformando em uma oportunidade de mostrar, na prática, que experiência profissional não é determinada apenas pelo número de anos de carreira. Para ele, conhecimento, responsabilidade e postura foram fundamentais para construir sua credibilidade.
“Aprendi que credibilidade não vem da idade, mas da postura, do conhecimento, da responsabilidade e do trabalho desenvolvido”, destaca.
Com o passar dos anos, a carreira ganhou novas dimensões. Hoje, o Dr. Nícolas está à frente de seu próprio escritório, que já conta com outros quatro advogados, e atende clientes com perfis bastante diferentes. Empresários, famílias, idosos e consumidores fazem parte da rotina profissional, assim como demandas relacionadas às áreas Civil, Consumidor, Família e Criminal.
Sua atuação é especialmente presente no Direito Criminal e no Direito Imobiliário. Ele também trabalha com questões empresariais e possui pós-graduações em Direito Imobiliário, Segurança Pública e Direito Administrativo.
Embora a rotina seja marcada por processos e demandas diversas, o advogado afirma que procura não transformar a judicialização em resposta automática para todos os problemas. Antes de chegar ao Judiciário, quando existe espaço para isso, ele prefere avaliar possibilidades de negociação, diálogo e solução extrajudicial.
“Para mim, o papel do advogado não é simplesmente criar um processo, mas encontrar a melhor solução para o cliente”, explica.
A postura também se reflete na relação que mantém com quem procura o escritório. Para o Dr. Nícolas, um bom atendimento começa pela capacidade de ouvir. O cliente precisa se sentir confortável para apresentar todas as informações sobre o caso, inclusive aquelas que acredita que possam prejudicá-lo. Da mesma forma, o advogado precisa ser transparente ao explicar não apenas as possibilidades favoráveis, mas também os riscos.
Ao longo da carreira, alguns casos acabaram deixando marcas mais profundas. Um deles, que ele prefere não detalhar em razão do sigilo profissional, envolveu uma defesa criminal que terminou em absolvição. A situação chamou sua atenção não apenas pelo resultado jurídico, mas pelo impacto que o processo havia causado na vida daquela pessoa.
Depois da absolvição, o advogado acompanhou a retomada gradual da rotina do cliente e percebeu de maneira ainda mais concreta o peso que uma ação judicial pode ter na vida de alguém.
“Um processo não é apenas um número”, resume.
Em outra situação, chegou a acreditar que talvez não houvesse uma solução satisfatória para o caso. Foram semanas de estudo até encontrar uma tese que, naquele momento, ainda era considerada inovadora e que posteriormente encontrou entendimento consolidado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O resultado positivo se tornou uma das experiências que reforçaram sua maneira de enxergar a profissão: nem sempre é possível encontrar uma solução perfeita, mas é preciso buscar aquela que seja juridicamente possível e realmente importante para o cliente.
A busca constante por conhecimento também acompanha sua rotina. Em casos mais complexos, o Dr. Nícolas evita conclusões precipitadas e prefere reunir documentos, analisar a legislação, pesquisar jurisprudência e consultar entendimentos dos tribunais. A troca de ideias com sócios e colegas também faz parte desse processo.
Para ele, a advocacia é uma profissão em que ninguém chega ao ponto de saber tudo. Essa característica, inclusive, foi um dos motivos que o atraíram para a área.
A tecnologia trouxe outra transformação importante para o setor. Processos eletrônicos e audiências virtuais mudaram a rotina dos escritórios, especialmente depois da pandemia. Agora, a inteligência artificial começa a abrir uma nova frente de possibilidades.
O Dr. Nícolas vê a tecnologia como uma aliada, mas faz uma ressalva sobre seu uso. Na sua avaliação, ferramentas de inteligência artificial podem auxiliar o profissional, mas não substituem a análise humana.
“Tecnologia deve auxiliar, e não substituir, o conhecimento e o senso crítico do advogado”, afirma.
Fora do escritório, a rotina é bem diferente. O advogado se define como uma pessoa tranquila e brincalhona e gosta de aproveitar o tempo ao lado da família e dos amigos. Viajar e jogar videogame também estão entre suas atividades preferidas. A tentativa de preservar esses momentos é uma forma de manter equilíbrio diante de uma profissão que exige dedicação constante.
Os planos para o futuro também estão relacionados à expansão da carreira. No início da trajetória, ele chegou a considerar a possibilidade de prestar concurso para delegado da Polícia Civil. Com o amadurecimento profissional, porém, os objetivos mudaram. Hoje, a prioridade é ampliar o escritório, aumentar a equipe e levar a atuação para novas cidades e estados.
O escritório já possui casos fora de São Paulo, e a intenção é construir uma estrutura reconhecida nacionalmente sem perder uma característica que o advogado considera essencial: a proximidade com o cliente.
Na avaliação do Dr. Nícolas, um dos grandes desafios do sistema de Justiça brasileiro continua sendo fazer com que o cidadão tenha acesso efetivo a uma resposta. A demora dos processos e os custos envolvidos ainda dificultam o caminho de muitas pessoas.
Para ele, falar em acesso à Justiça significa mais do que simplesmente permitir que alguém entre com uma ação. É preciso que essa pessoa consiga utilizar o sistema e tenha uma resposta em tempo razoável.
Outro ponto que considera importante é ampliar o conhecimento da população sobre seus próprios direitos. A internet contribuiu para democratizar o acesso à informação, mas também criou um problema: conteúdos jurídicos simplificados demais podem gerar interpretações equivocadas.
O advogado afirma já ter atendido pessoas que chegaram ao escritório convencidas de possuir determinado direito após assistir a conteúdos nas redes sociais. Quando o caso foi analisado individualmente, porém, a situação era diferente.
Por isso, defende que informação jurídica seja divulgada com responsabilidade. Para ele, uma publicação na internet pode ajudar a despertar o interesse por determinado assunto, mas não substitui a análise de um profissional diante de um caso concreto.
A prevenção também ocupa espaço importante em sua visão da advocacia. Contratos, empréstimos e acordos feitos apenas verbalmente estão entre situações que podem gerar problemas posteriormente. Muitas vezes, segundo ele, as pessoas procuram um advogado somente depois que o conflito já começou, quando uma orientação anterior poderia ter evitado parte das dificuldades.
É também por isso que o Dr. Nícolas acredita que conhecimentos básicos sobre a Constituição Federal deveriam ser ensinados desde a escola. Saber quais são os direitos e garantias fundamentais e compreender, ainda que minimamente, o funcionamento dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são conhecimentos que, na sua visão, fortalecem a cidadania.
Ao olhar para a própria trajetória, o advogado não resume suas conquistas apenas aos resultados obtidos em processos. A confiança construída ao longo dos anos, o crescimento do escritório e a possibilidade de ajudar pessoas estão entre os aspectos que considera mais importantes.
Para quem está começando a estudar Direito, sua principal recomendação é não ficar restrito à teoria. Procurar experiências práticas em escritórios, no Judiciário, Ministério Público, Defensoria ou órgãos públicos pode fazer diferença na formação de um futuro profissional.
Foi assim, aliás, que começou sua própria história.
Hoje, depois de mais de uma década desde os primeiros contatos com a prática jurídica, o Dr. Nícolas Carlos dos Santos vê a advocacia não apenas como profissão, mas como uma forma de dar voz a quem precisa defender seus direitos.
“Ser advogado, para mim, é dar voz ao cidadão que sente que seu direito está sendo violado ou não está sendo reconhecido”, resume.
A frase que escolhe para definir sua trajetória segue a mesma linha de tudo o que construiu desde o início da carreira: “Entrei jovem na advocacia e aprendi que credibilidade não vem da idade, mas do trabalho que você constrói todos os dias.”









