
O jornalista e escritor Ullisses Campbell, vencedor do Prêmio Esso e autor de biografias sobre figuras controversas como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Flordelis e o Maníaco do Parque, foi o entrevistado do podcast Bagaceira Chique, apresentado por Luciana Gimenez. Durante a conversa, Campbell revelou detalhes de crimes reais, que inspiraram a série Tremembé, da Prime Video, na qual também é roteirista. Ele não hesitou em expor suas opiniões sobre alguns dos casos criminais mais conhecidos do Brasil, além de levantar questões polêmicas sobre o sistema penal do país.
Em uma das declarações, o jornalista abordou a questão da mudança de nome de criminosos, como Daniel (ex-Cravinhos), Suzane (ex-von Richthofen) e Ana Carolina (ex-Jatobá). “Eu acho que podem trocar de nome, mas o estigma fica, porque o emblema do crime é uma tatuagem que está na pele, não está na certidão de nascimento”, afirmou.
Campbell também fez críticas à cultura de celebridade que se formou em torno desses criminosos, mencionando como figuras que ganham popularidade nas redes sociais. “Estamos importando a cultura norte-americana. A Suzane, por exemplo, tem um Instagram com 30 mil seguidores e o Daniel também”, disse.
A entrevista também tocou no polêmico tema das “saidinhas” de presos, especialmente de figuras como Suzane que, em 2019, saiu no Dia das Mães. “ Eu preferiria que ela [Suzane] continuasse saindo no Dia das Mães. Sabe por que? Porque escandaliza mais. Você fica escandalizado. Agora, eles só mudaram a data”, explica Campbell.
O convidado ainda fez uma comparação com o caso do Maníaco do Parque, que em 2028, após 30 anos de prisão. “Simplesmente a porta da penitenciária vai abrir e ele vai sair pela primeira vez nesses 30 anos. Eles vão colocar um monstro para fora da cadeia. Não deveria nem sair”, disse Campbell, questionando a efetividade da ressocialização do criminoso.
Em suas palavras, o modelo de “saídas conta-gotas” permite que os presos, como Nardoni, Suzane e Daniel, fossem acompanhados de forma mais eficiente. “É justamente para a gente saber como eles vão se comportar. A questão básica para você ter a saidinha é: ‘para onde você vai?’. A cadeia não pode ser só um depósito de assassinos. Essas pessoas estão sendo castigadas porque estão sendo privadas de liberdade, mas têm que ser reabilitadas”, concluiu.
A entrevista foi marcada por questionamentos sobre o sistema judiciário e a forma como a sociedade lida com figuras envolvidas em crimes de grande repercussão. Clique aqui e assista o episódio na íntegra!