Festival de Música Negra reforça protagonismo negro e destaca participação voluntária de MC Matheuzim e DJ Lucas Beat em ato de união cultural
Cantora Melody foi convidada para participar do evento de forma voluntária, mas não pôde comparecer devido a compromissos profissionais assumidos anteriormente; participação de MC Matheuzim, DJ Lucas Beat e outros artistas ocorreu de maneira espontânea e sem cachê.

Em meio às recentes discussões sobre a 3ª edição do Festival de Música Negra da Ceilândia, uma análise mais equilibrada dos fatos revela um cenário diferente daquele apresentado por parte das críticas. O evento reafirmou seu compromisso com a valorização da cultura negra, garantindo espaço, visibilidade e protagonismo a artistas negros locais, conforme previsto em seu plano de trabalho.
A programação contou com forte presença de talentos negros da região, incluindo grupos como Samba da Guariba, Negro Vatto e Canto das Pretas, além das apresentações dos DJs Chokolaty e Ketlen, e shows das cantoras Makéna e Saphira. Também integraram o festival a oficina de teatro com a artista Maria Art, o Grupo de Capoeira Ginga Ativa e diversos expositores negros, fortalecendo a identidade cultural e a ancestralidade afro-brasileira.
Um dos pontos que geraram repercussão foi a citação do nome da cantora Melody em algumas publicações e comentários nas redes sociais. No entanto, é importante esclarecer que a artista não participou do evento e não esteve presente no palco da festividade. Melody foi convidada de forma espontânea, assim como outros artistas, porém não pôde comparecer devido a compromissos profissionais previamente assumidos. Não houve contrato ou cachê envolvendo sua participação, já que o convite ocorreu de maneira voluntária e colaborativa.
Entre os artistas que participaram do evento de forma voluntária estiveram nomes como MC Matheuzim, DJ Lucas Beat e DJ Braga, além de outros convidados que aderiram à proposta cultural e social do festival sem qualquer tipo de remuneração. A participação ocorreu de maneira espontânea, reforçando o espírito de união e apoio à valorização da cultura periférica e ao combate ao racismo.
Dessa forma, informações divulgadas afirmando que Melody teria participado do festival não correspondem aos fatos. Não existe qualquer registro da artista no evento, justamente porque sua presença não aconteceu. O esclarecimento busca evitar a propagação de informações equivocadas e preservar a veracidade dos acontecimentos.
Importante destacar que não houve qualquer prejuízo ou retirada de espaço de artistas negros. Todos os nomes previstos foram mantidos e contratados, respeitando integralmente o planejamento do festival. A inclusão de artistas convidados apenas ampliou o alcance da mensagem e fortaleceu o evento como um todo.
Diante disso, o Festival de Música Negra da Ceilândia se consolida não apenas como um espaço de celebração cultural, mas também como um exemplo de articulação, respeito e colaboração entre artistas. Em vez de divisão, o que se viu foi união, inclusive com a adesão voluntária de diversos convidados que contribuíram para ampliar a visibilidade e o impacto da iniciativa.
Em um cenário onde a cultura precisa de cada vez mais apoio, atitudes como essa reforçam que o verdadeiro protagonismo se constrói com inclusão, respeito e, acima de tudo, compromisso coletivo.










