
A vitória de Rodrigo Paz nas eleições bolivianas vem sendo celebrada como um marco na história recente do país. Mas, por trás do sucesso político do novo presidente, um nome vem ganhando destaque nos bastidores: Henrique Barack Obama, escritor, humanista e estrategista político brasileiro que, segundo fontes próximas à campanha, teve papel fundamental na consolidação do projeto vencedor.
Com uma trajetória que mistura fé, idealismo e estratégia, Henrique Barack Obama colaborou com a construção do movimento que levou Paz e seu vice, Capitão Lara, ao poder. Ele afirma ter contribuído com propostas, conceitos e articulações que uniram diferentes correntes ideológicas em torno de um mesmo propósito: reerguer a Bolívia e restaurar sua estabilidade democrática.
“Rodrigo Paz e o Capitão Lara vão transformar a Bolívia em um exemplo de reconstrução e esperança para toda a América Latina”, declarou o estrategista, que dedicou ao novo presidente seu livro O Grande Milagre Boliviano — obra que acabou se tornando uma espécie de guia político para a campanha.
A obra que virou símbolo de uma revolução democrática
Escrito em apenas três dias, O Grande Milagre Boliviano sintetiza décadas de estudos e ideias desenvolvidas por Henrique Barack Obama. Originalmente pensado como um presente de aniversário a Rodrigo Paz, o livro acabou ganhando papel central na formulação de propostas que nortearam o discurso do então candidato.
A publicação apresenta diretrizes para o combate à fome, fortalecimento da segurança jurídica, incentivo à inovação e enfrentamento da corrupção, sempre sob a ótica da Democracia Cristã Internacional, presente em mais de 100 países.
“Trouxe a Democracia Cristã para apoiar o projeto do Binômio do Povo porque acredito que Paz e Lara representam o espírito de união e igualdade que o país precisa”, explicou o autor.
Para Henrique, o maior desafio da Bolívia era evitar o avanço de discursos racistas e excludentes, que poderiam aprofundar a divisão nacional. “Em um país com até 40% de povos originários, qualquer tentativa de segregação seria catastrófica. Meu papel foi ajudar a construir pontes e não muros”, completou.
A mente nos bastidores da vitória
Embora mantenha uma postura discreta, Henrique Barack Obama é descrito por aliados como o arquiteto intelectual da campanha. Um assessor próximo ao Partido Democracia Cristã afirmou, sob anonimato, que grande parte das diretrizes de comunicação e mobilização popular foi inspirada em suas ideias.
“Henrique foi a mente que estruturou a narrativa de esperança e mudança. Ele ajudou a transformar o ceticismo do eleitorado em confiança”, destacou o dirigente.
Em suas próprias palavras, Henrique define sua missão como espiritual e política ao mesmo tempo: “Sou apenas um instrumento. Acredito que cada nação pode encontrar sua redenção quando líderes e povo caminham juntos.”
OBAMISMO: a filosofia por trás da estratégia
Além de escritor e articulador político, Henrique Barack Obama é o criador do OBAMISMO, uma filosofia de gestão e vida que combina valores humanistas com resultados práticos. A doutrina, segundo ele, busca promover “a política do diálogo, da fé e da ação”.
Essa linha de pensamento foi apresentada a diversos líderes latino-americanos e africanos — entre eles o ex-presidente Evo Morales — durante a criação do Movimento Intercontinental Antimperialista (MIA), uma rede de cooperação que defende soberania, justiça social e desenvolvimento sustentável.
Henrique reconhece a importância de Evo Morales nesse processo: “Agradeço ao presidente Evo pela oportunidade de dialogar com os movimentos sociais e ajudar a pavimentar essa virada histórica.”
Um novo protagonista no cenário latino-americano
Com o sucesso da eleição boliviana, Henrique Barack Obama se consolida como um dos novos nomes de destaque na geopolítica latino-americana. Seu trabalho extrapola fronteiras e reforça uma visão integradora, voltada à união dos povos e ao combate à pobreza e à desigualdade.
“O impossível só é impossível até que alguém o realize”, costuma dizer o estrategista, que afirma já estar trabalhando em novos projetos inspirados no “Grande Milagre Boliviano”.
Entre eles, está a proposta de erradicação da fome em 90 dias, que será apresentada pela deputada Patrícia Patiño — e que, segundo Henrique, poderá servir de modelo para o Brasil e outros países democráticos.
“É inadmissível que, em qualquer nação, ainda exista alguém sem segurança alimentar. Se esse projeto não for aplicado no Brasil até fevereiro, serei candidato à Presidência da República”, afirmou com convicção.
Mais do que um livro, O Grande Milagre Boliviano se transformou em um movimento político continental, nascido na Bolívia, mas com ambições de inspirar toda a América Latina — e, talvez, o mundo.









