Influência sob novas regras: Marcelo Calone analisa lei que redefine o marketing digital no Brasil

O ambiente digital entrou em uma nova fase. Desde a sanção da lei que regulamenta oficialmente a atividade de profissionais multimídia, em janeiro de 2026, o setor de influência vive dias de ajustes, revisões contratuais e muita conversa de bastidores. Criadores de conteúdo, influenciadores e marcas passaram a reavaliar práticas que, até pouco tempo atrás, eram conduzidas de forma informal.
A nova legislação reconhece juridicamente quem atua na produção de conteúdo para redes sociais, streaming e audiovisual, estabelecendo parâmetros claros sobre publicidade, responsabilidade e relação com o público. O impacto foi imediato: o modelo de divulgação feito “no improviso” começou a perder espaço.
Para Marcelo Calone, gestor de marcas, mídias e personalidades e CEO do Grupo CALONE®️, o movimento era inevitável. Segundo ele, o crescimento acelerado do mercado digital exigia regras mais claras.
“O setor amadureceu muito rápido. Quando não há parâmetros, surgem distorções. A lei não veio para acabar com o mercado, mas para organizá-lo e dar mais segurança para quem trabalha de forma séria”, avalia.
Participação direta no debate
Pouca gente sabe, mas Calone acompanhou de perto as discussões que deram base à regulamentação. Após a premiação nacional da tecnologia DBIPro®️ — um protocolo de inteligência de comportamento de dados desenvolvido pelo Grupo CALONE para análise de audiência e impacto social — o executivo apresentou ao Congresso um laudo técnico sobre o comportamento do público digital.
“O debate deixou de ser apenas comercial e passou a ser social. O alcance dos influenciadores hoje influencia decisões, consumo e opinião. Isso transforma audiência em poder, e poder precisa de responsabilidade”, afirma.
Mudança de postura no mercado
Nos bastidores, o reflexo já é visível. Marcas estão mais criteriosas, contratos mais detalhados e influenciadores mais atentos a temas como publicidade identificada, direitos autorais, uso de imagem e tratamento de dados.
“A influência precisa deixar de ser aleatória. Quando existe método e governança, o valor aumenta. O problema nunca foi o publipost, e sim a ausência de critério”, destaca Calone.
Celebridades também se adaptam
A regulamentação não atinge apenas influenciadores nativos da internet. Artistas, ex-participantes de reality shows e profissionais que transitam entre televisão e redes sociais também precisam se adequar às novas exigências.
“Quem enxerga a comunicação digital como carreira e não como improviso vai se beneficiar. A lei separa quem busca legado de quem apostava apenas na oportunidade do momento”, observa o executivo.
O que muda para o público
Para a audiência, a expectativa é de mais transparência e menos confusão entre opinião pessoal e ação publicitária. A distinção clara entre conteúdo editorial e publicidade passa a ser regra, fortalecendo a confiança do público.
“No fim, não é o número de seguidores que sustenta uma trajetória. É a reputação. E reputação se constrói com coerência, responsabilidade e visão de longo prazo”, conclui Marcelo Calone.
O mercado digital segue aquecido, mas sob novas bases. A mensagem é clara: a influência continua forte, porém agora precisa caminhar lado a lado com profissionalismo e responsabilidade jurídica.









