
Durante uma conversa no programa Saia Justa, transmitido pelo GNT, Juliette Freire compartilhou um episódio significativo de sua carreira. A cantora e apresentadora, que conquistou o público ao vencer o BBB 21, contou que declinou de um convite para dublar uma princesa em um filme de animação após ser orientada a “neutralizar” seu sotaque nordestino.
“Fiquei muito emocionada com o convite, minha família também. Era algo muito especial para mim”, relatou Juliette. No entanto, ao chegar para as gravações, foi surpreendida com a solicitação para suavizar seu modo de falar. “Me pediram: ‘Juliette, você consegue neutralizar um pouco o seu sotaque?’. Eu disse que não. Meu sotaque foi o que me trouxe até aqui. Quero que uma criança possa ouvir uma princesa falando como eu falo, com o meu ‘T’ mudo”, explicou. Ela não revelou o nome da produção, mas destacou que optou por recusar a proposta, ressaltando que o papel acabou sendo dublado por outra pessoa.
O relato aconteceu em uma edição do programa que contou com a presença da atriz paraibana Isadora Cruz, reconhecida por manter seu sotaque em papéis importantes, como na série Guerreiros do Sol. A discussão abriu espaço para um debate sobre a diversidade linguística e o reconhecimento das identidades regionais na indústria do entretenimento.
Dividindo a apresentação do Saia Justa com Eliana, Bela Gil e Erika Januza, Juliette reforçou que manter suas origens é um princípio que ela não abre mão, mesmo diante de oportunidades profissionais atraentes.
Após a exibição do programa, o posicionamento da artista gerou repercussão nas redes sociais, com opiniões divididas. Enquanto alguns internautas argumentaram que a função de um dublador é adaptar-se ao personagem, outros elogiaram Juliette por defender sua identidade cultural em um cenário que, historicamente, privilegia um padrão de fala concentrado no eixo Sul-Sudeste.









