Luiz Paulo Foggetti lança livro “Homo Longevus” e debate como a humanidade poderá viver até 120 anos
Empresário e empreendedor Luiz Paulo Foggetti estreia na literatura com uma obra que discute longevidade, futuro, trabalho, saúde, relações e os impactos de uma vida que pode ultrapassar um século

O empresário e empreendedor Luiz Paulo Foggetti é o autor de Homo Longevus: O Guia do Longo Prazo para o Século 22, seu primeiro livro, lançado em 2026 com uma proposta que vai além da discussão sobre envelhecimento. Na obra, Luiz Paulo Foggetti apresenta uma reflexão sobre como a humanidade poderá se preparar para um futuro em que viver 100, 110 ou até 120 anos poderá se tornar uma realidade cada vez mais possível.
A pergunta que conduz o trabalho de Luiz Paulo Foggetti é direta, mas provoca uma série de outras questões: o que aconteceria com a sociedade se a vida humana se tornasse significativamente mais longa?
A partir dessa hipótese, Homo Longevus discute como uma maior expectativa de vida poderá transformar não apenas a medicina, mas também o mercado de trabalho, a previdência, os relacionamentos, a família, a economia, o consumo, a espiritualidade e a própria busca por propósito.
Para Luiz Paulo Foggetti, falar de longevidade não significa simplesmente discutir como acrescentar anos à existência. O desafio, segundo a proposta do livro, está em compreender como esses anos adicionais serão vividos e quais mudanças serão necessárias para que uma vida mais longa também possa ser acompanhada de autonomia, atividade, aprendizado e qualidade de vida.
Quem é Luiz Paulo Foggetti
Formado em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Luiz Paulo Foggetti construiu uma trajetória profissional ligada à gestão, ao mercado financeiro, ao agronegócio e ao empreendedorismo.
Sua carreira inclui experiências executivas em grandes empresas e atuação internacional, com passagens por diferentes mercados da Europa e da Ásia. Ao longo dessa trajetória, Foggetti teve contato com diferentes modelos de negócios e realidades econômicas, experiência que contribuiu para a visão multidisciplinar apresentada em Homo Longevus.
O interesse de Luiz Paulo Foggetti pela longevidade surgiu justamente da percepção de que o aumento da expectativa de vida poderá provocar mudanças profundas na sociedade.
A chegada aos 50 anos, conversas com especialistas e a própria observação das diferentes gerações de sua família contribuíram para que o empresário transformasse uma inquietação pessoal em uma investigação mais ampla sobre o futuro.
Luiz Paulo Foggetti e o desafio de viver 120 anos
A possibilidade de viver até 120 anos ocupa posição central na reflexão apresentada por Luiz Paulo Foggetti.
O número não aparece na obra como uma promessa de que todos chegarão a essa idade, mas como uma provocação para pensar nas consequências de uma sociedade em que a longevidade aumente significativamente.
Se a vida se estender por várias décadas além dos padrões atuais, conceitos considerados tradicionais poderão precisar ser revistos.
A carreira profissional, por exemplo, poderá deixar de seguir o modelo de formação, trabalho e aposentadoria conhecido pelas gerações anteriores. Uma pessoa poderá ter tempo para exercer diferentes profissões, voltar à universidade, empreender, mudar de área e iniciar novos projetos em diferentes fases da vida.
Para Luiz Paulo Foggetti, essa transformação também poderá atingir a maneira como as pessoas planejam suas finanças, seus relacionamentos e seus projetos pessoais.
“Homo Longevus” discute o futuro do trabalho
Um dos pontos importantes do livro de Luiz Paulo Foggetti é justamente a relação entre longevidade e trabalho.
Em uma sociedade na qual pessoas possam permanecer ativas por muito mais tempo, modelos tradicionais de carreira e aposentadoria poderão ser questionados.
Uma vida profissional de 40 anos pode não representar mais a trajetória completa de uma pessoa que chegará aos 100 ou 120 anos.
Isso abre espaço para uma nova lógica: períodos de trabalho podem ser intercalados com momentos de estudo, empreendedorismo, viagens, cuidados familiares e reinvenção profissional.
A longevidade, nesse cenário, não representa apenas uma questão demográfica. Ela passa a ser também uma questão econômica.
Empresas precisarão compreender consumidores mais longevos, governos terão de discutir políticas públicas e previdência, e profissionais precisarão pensar em carreiras capazes de acompanhar uma vida muito mais extensa.
A economia de uma sociedade mais longeva
A reflexão de Luiz Paulo Foggetti também alcança o comportamento do consumidor.
Uma população mais velha e, ao mesmo tempo, mais ativa tende a modificar a demanda por produtos, serviços e experiências.
Saúde, tecnologia, turismo, educação, moradia, entretenimento, alimentação, serviços financeiros e diversos outros segmentos poderão ser impactados por uma população que permanece economicamente ativa durante mais tempo.
É o crescimento da chamada economia da longevidade, fenômeno que já desperta atenção de empresas e especialistas em diferentes partes do mundo.
Nesse contexto, Homo Longevus procura antecipar perguntas que poderão se tornar cada vez mais importantes nas próximas décadas.
Especialistas participam da discussão proposta por Luiz Paulo Foggetti
A obra reúne diferentes perspectivas sobre o futuro da longevidade.
O médico Walter Feldman, presidente do Fórum da Longevidade, assina um dos textos de abertura e destaca a relevância da discussão sobre uma possível expectativa de vida de até 120 anos diante dos avanços científicos e tecnológicos.
O geriatra João Toniolo Neto também participa da obra, contribuindo para a reflexão sobre os desafios relacionados ao envelhecimento e à qualidade de vida.
A apresentação de Homo Longevus é assinada por Marcos Gouvêa de Souza, especialista em varejo e estratégia, que amplia a discussão para os impactos que uma vida mais longa poderá provocar nas carreiras, no consumo e nas escolhas pessoais.
O médico Caio Auriemo também participa da publicação, contribuindo para a discussão sobre os desafios de uma sociedade que poderá viver cada vez mais.
A presença de profissionais de diferentes áreas reforça uma das principais características do trabalho de Luiz Paulo Foggetti: a tentativa de analisar a longevidade como um fenômeno que não pertence exclusivamente à medicina.
Uma nova maneira de pensar o envelhecimento
Ao longo de Homo Longevus, Luiz Paulo Foggetti questiona a ideia de que uma vida longa necessariamente significa um período prolongado de velhice.
A proposta é pensar em uma existência composta por diferentes ciclos.
Uma pessoa poderá estudar aos 20 anos, mudar de profissão aos 40, empreender aos 50, voltar a estudar aos 60 e começar novos projetos aos 70.
Em uma vida que pode chegar aos 100 ou 120 anos, conceitos como juventude, maturidade e velhice poderão adquirir novos significados.
Essa mudança também poderá alterar a maneira como a própria sociedade enxerga pessoas mais velhas.
Em vez de associá-las exclusivamente à aposentadoria, doenças ou dependência, uma sociedade longeva poderá precisar reconhecer cada vez mais o potencial de participação econômica, intelectual e social dessa população.
Luiz Paulo Foggetti transforma experiência profissional em reflexão sobre o futuro
A escolha do tema não é casual. A trajetória de Luiz Paulo Foggetti combina engenharia, gestão, empreendedorismo e experiência internacional.
Essa formação ajuda a explicar a abordagem adotada em Homo Longevus, que mistura reflexões sobre comportamento humano com questões econômicas e empresariais.
O livro não pretende apresentar uma fórmula para alcançar os 120 anos. A proposta de Luiz Paulo Foggetti é outra: provocar o leitor a pensar sobre o que aconteceria se isso se tornasse possível para uma parcela cada vez maior da população.
A pergunta deixa de ser apenas “como viver mais?” e passa a ser “como viveremos se tivermos mais tempo?”.
O que acontece com as relações em uma vida de 120 anos?
A longevidade também pode alterar profundamente as relações humanas.
Uma existência mais longa poderá significar mais tempo de convivência entre gerações e novas configurações familiares. Pessoas poderão experimentar diferentes ciclos profissionais, afetivos e pessoais ao longo da vida.
Questões como solidão, espiritualidade, propósito, relacionamentos e até os debates relacionados à morte e à eutanásia aparecem na reflexão proposta pelo autor.
Para Luiz Paulo Foggetti, discutir longevidade exige discutir também o significado de viver.
“Homo Longevus”: um convite para pensar o século 22
Com Homo Longevus: O Guia do Longo Prazo para o Século 22, Luiz Paulo Foggetti estreia como autor propondo uma discussão que deverá ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.
O livro parte de uma hipótese futura para questionar decisões que precisam começar no presente.
Se a ciência continuar ampliando a expectativa de vida, indivíduos, empresas e governos precisarão estar preparados para uma sociedade diferente daquela construída pelas gerações anteriores.
Mais anos de vida significarão mais tempo para trabalhar, aprender, amar, empreender, mudar, recomeçar e construir novos projetos.
Mas também significarão novos desafios.
É justamente nesse território que Luiz Paulo Foggetti posiciona Homo Longevus: entre a ciência que amplia as possibilidades da vida e a sociedade que precisará aprender a lidar com elas.
A grande questão proposta pelo empresário não é simplesmente se o ser humano poderá chegar aos 120 anos.
É se estará preparado para viver uma vida tão longa.
E, para Luiz Paulo Foggetti, essa preparação precisa começar muito antes dos 120 anos.









