Madrugada de tensão em Caracas: explosões assustam moradores e levantam suspeita de ofensiva externa

A capital da Venezuela viveu momentos de apreensão na madrugada deste sábado (3/01), após moradores relatarem uma sequência de explosões em diferentes pontos da região metropolitana de Caracas. De acordo com veículos locais e registros compartilhados nas redes sociais, houve incêndios, interrupções no fornecimento de energia e cenas de pânico em alguns bairros, enquanto clarões e colunas de fumaça podiam ser vistos à distância.
Imagens feitas por testemunhas se espalharam rapidamente pela internet, mostrando o que parecem ser detonações e movimentação aérea incomum durante a noite. A imprensa internacional, especialmente nos Estados Unidos, divulgou informações baseadas em fontes governamentais não identificadas que atribuem a ação a uma operação autorizada pelo então presidente Donald Trump. Até o momento, essa versão não foi confirmada oficialmente.
Segundo comunicados iniciais do governo venezuelano, os primeiros incidentes teriam ocorrido por volta das 2h (horário local). Além de Caracas, relatos apontam ocorrências em áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Diante do cenário, autoridades anunciaram medidas emergenciais e acusaram os Estados Unidos de atingirem tanto alvos militares quanto estruturas civis. Não há, até agora, confirmação oficial de vítimas.
A agência Associated Press informou que pelo menos sete explosões teriam sido percebidas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, ruídos intensos semelhantes ao de aeronaves e correria nas ruas. Regiões próximas à base aérea de La Carlota, no sul da capital, estariam entre as mais afetadas por apagões.
Em entrevista à AP, a moradora Carmen Hidalgo descreveu a madrugada como “aterrorizante”, afirmando que sentiu o chão vibrar e que o barulho das explosões parecia envolver toda a vizinhança. Em meio à repercussão internacional, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em uma rede social que a Venezuela teria sido alvo de mísseis, aumentando ainda mais a tensão diplomática na região.
Até a última atualização, a Casa Branca não havia se pronunciado oficialmente sobre o ocorrido, e o cenário seguia cercado de incertezas.









