Coluna Tiago da Silva Candido

Mais de 70% dos brasileiros buscam notícias de ciência e tecnologia nas redes sociais, mas metade desconfia da veracidade

Uma nova realidade no consumo de informação

Uma recente pesquisa divulgada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) revela que cerca de 73% dos brasileiros recorrem a redes sociais, aplicativos de mensagem e outras plataformas digitais para se manter informados sobre ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente.

No entanto, o levantamento também mostra um lado preocupante: 50,8% dos entrevistados afirmam encontrar com frequência notícias que lhes parecem falsas nessas plataformas. Esse dado reforça o desafio do combate à desinformação no ambiente digital e evidencia a urgência de políticas públicas e práticas jornalísticas voltadas à integridade da informação.


Influência digital e integridade informativa

O papel da integridade da informação

Assegurar a integridade da informação significa garantir que os conteúdos divulgados ao público sejam precisos, consistentes e confiáveis — e que não sejam manipulados artificialmente para apresentar uma versão distorcida da realidade.

Especialistas alertam que essa integridade torna-se especialmente urgente em temas como saúde pública e mudanças climáticas, onde notícias falsas podem trazer consequências graves à sociedade e ao debate público.

A importância da linguagem acessível

Segundo pesquisadores do IPTV, um dos primeiros passos para frear a propagação de desinformação é tornar a linguagem científica mais acessível. Incentivar que os pesquisadores comuniquem seus resultados de forma clara e direta pode aproximar o conhecimento da população.

Além disso, a regulamentação das redes sociais e o fortalecimento da mídia jornalística de qualidade são apontados como caminhos importantes para proteger a sociedade da desinformação.


Consequências e riscos da desinformação tecnológica

A presença massiva de informações falsas nas redes pode trazer uma série de impactos negativos, entre eles:

  • Redução da confiança da população nas instituições científicas e nos meios de comunicação

  • Comprometimento de políticas públicas baseadas em dados e evidências

  • Ampliação de movimentos negacionistas, como antivacinas ou céticos do clima

  • Manipulação da opinião pública e polarização social


Caminhos para mitigar o problema da desinformação

1. Educação midiática nas escolas e na sociedade

Ensinar desde cedo como reconhecer Teste IPTV, checar fontes e comparar versões de um mesmo fato é fundamental para formar leitores críticos e conscientes.

2. Transparência no jornalismo científico

Veículos de comunicação devem prezar por clareza, explicando suas fontes, métodos de apuração e oferecendo acesso a documentos e estudos originais.

3. Regulamentação e incentivo à informação confiável

Políticas públicas que responsabilizem plataformas digitais pela disseminação deliberada de conteúdo falso são um passo importante. Além disso, deve-se incentivar a produção de conteúdo informativo baseado em evidências.

4. Comunicação clara por parte da comunidade científica

Divulgar descobertas tecnológicas em uma linguagem acessível permite maior compreensão do público e reduz o espaço para interpretações equivocadas ou mal-intencionadas.

Tiago da Silva Candido

Colunista de portais como Correio Braziliense, Tonafama, F5 online e Imprensa e Midia e mais 1500 sites.
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