
A Sexta-feira Santa, data que recorda a crucificação de Jesus Cristo, é considerada um dos momentos mais profundos e solenes da fé cristã. Neste dia, marcado pelo silêncio, oração e reflexão, a Igreja Católica orienta os fiéis a praticarem o jejum e a abstinência de carne — práticas que ainda geram dúvidas entre muitos.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, um padre chama atenção para a seriedade da data e explica que as orientações não são apenas simbólicas, mas fazem parte das normas oficiais da Igreja, previstas no Código de Direito Canônico.
“Não fazer jejum na Sexta-feira Santa é um pecado? Essa prescrição está no Código de Direito Canônico, porque é um dia de penitência muito sério”, afirma o sacerdote.
📌 O que é obrigatório?
De acordo com a explicação, a abstinência de carne é obrigatória para todos os fiéis a partir dos 14 anos. Isso significa evitar o consumo de carnes como boi, porco e frango, sendo permitidos alimentos como peixe, ovos e vegetais.
Já o jejum deve ser praticado por pessoas entre 18 e 60 anos. A orientação consiste em fazer apenas uma refeição completa ao longo do dia, complementada por pequenas refeições leves, sem consumir alimentos entre elas.
📌 Mais do que regra: um gesto de fé
Segundo o padre, o sentido do jejum vai além da prática externa. Trata-se de um ato espiritual profundo, que convida os fiéis a se unirem ao sofrimento de Cristo.
“Você, fazendo isso, se une à paixão de Cristo e oferece essa entrega para se aproximar mais de nosso Senhor”, destaca.
A Sexta-feira Santa não é vista apenas como um dia de privação, mas como uma oportunidade de vivenciar, ainda que de forma simbólica, o sacrifício feito por Jesus na cruz.
📌 Exceções são previstas
A Igreja também considera situações específicas. Pessoas com problemas graves de saúde, assim como mulheres grávidas, estão dispensadas da obrigatoriedade do jejum e da penitência alimentar.
Nesses casos, a orientação é que a vivência espiritual aconteça de outras formas, como a oração, a reflexão e a entrega interior.
📌 Preparação para a Páscoa
A prática do jejum e da abstinência está diretamente ligada à preparação para a Páscoa, quando os cristãos celebram a ressurreição de Cristo.
Ao viver esse momento com consciência e fé, os fiéis são convidados a unir suas próprias dificuldades e sacrifícios ao gesto maior de amor que, segundo a tradição cristã, mudou a história da humanidade.
Em meio à correria do dia a dia, a Sexta-feira Santa permanece como um convite ao silêncio, à reflexão e à vivência de um dos maiores mistérios da fé.









