Piscicultura regional inicia nova fase com aporte tecnológico e foco em escala
Com aporte de R$ 2 milhões em ativos intangíveis, operação em Santa Rosa aposta em digitalização, governança e automação para ampliar competitividade no setor aquícola.

A piscicultura brasileira vive um momento de transição marcado pela profissionalização da gestão e pela incorporação de tecnologia aos processos produtivos. Em Santa Rosa, um empreendimento já consolidado na produção de peixes entra agora em uma nova etapa estratégica, mirando expansão estruturada e ganho de eficiência operacional.
A Big Fish, administrada por Bruno, Gustavo e Rafael, construiu ao longo dos últimos anos uma operação reconhecida pela regularidade produtiva e pelo compromisso ambiental. O negócio recebeu da Prefeitura de Santa Rosa o Selo Verde de Sustentabilidade, chancela que reforça a adoção de práticas responsáveis no manejo, no uso de recursos hídricos e na condução da atividade aquícola.

O reconhecimento institucional consolidou a empresa como referência regional, especialmente em um segmento que ainda enfrenta desafios relacionados à padronização, rastreabilidade e modernização tecnológica.
Agora, a operação passa a contar com a entrada do empresário Nilton Bernini, recentemente homenageado com a Medalha JK da Tecnologia. A movimentação prevê a incorporação estimada de R$ 2 milhões em ativos intangíveis, incluindo tecnologia aplicada ao campo, estruturação de dados, inteligência comercial e expertise estratégica acumulada em outros projetos.

Segundo informações apuradas, a nova composição societária não altera a gestão operacional já estabelecida, que permanece sob responsabilidade dos atuais administradores. O foco está na criação de uma camada adicional de governança e inovação, voltada à digitalização de processos, implantação de sistemas integrados de gestão, automação produtiva e aprimoramento da análise de mercado.
A estratégia acompanha uma tendência mais ampla do agronegócio brasileiro, que tem direcionado investimentos para soluções tecnológicas capazes de aumentar produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a previsibilidade financeira. No caso da piscicultura, especialistas apontam que há espaço significativo para evolução em áreas como monitoramento de qualidade da água, controle alimentar automatizado e inteligência de vendas.
A proposta em Santa Rosa é estruturar um modelo escalável, capaz de integrar produção rural, tecnologia de dados e planejamento comercial em uma mesma plataforma de decisão. A expectativa é que a iniciativa fortaleça a competitividade da operação no mercado regional e abra caminho para futuras ampliações.
O movimento simboliza uma transformação mais ampla no campo brasileiro, onde capital intelectual, governança e inovação passam a ocupar posição central na estratégia de crescimento. Na piscicultura, setor historicamente marcado por estruturas familiares e processos tradicionais, a digitalização desponta como diferencial decisivo para a próxima década.









