Tecnologia fortalece prevenção e amplia a importância da saúde bucal
Ana Luiza Volles destaca como inovação e cuidados diários preservam dentes e saúde

A saúde bucal vai muito além de um sorriso bonito. Cuidar dos dentes e da gengiva significa investir diretamente na saúde do organismo, já que a boca funciona como uma das principais portas de entrada para bactérias e outros microrganismos. Quando a higiene é negligenciada, problemas aparentemente simples podem desencadear complicações que afetam diferentes partes do corpo, tornando a prevenção um dos pilares mais importantes da qualidade de vida.
Para a cirurgiã dentista Ana Luiza Monroy Francisconi Volles, profissional com 26 anos de experiência no Brasil e nos Estados Unidos, a odontologia moderna vive um momento de transformação que une prevenção, tecnologia e um atendimento cada vez mais personalizado ao paciente.
“A saúde bucal deixou de ser apenas uma questão estética. Hoje sabemos que cuidar da boca é cuidar do organismo como um todo, reduzindo riscos e promovendo mais qualidade de vida”, afirma Ana Luiza.
Com formação em Odontologia pela Universidade Norte do Paraná, especialização em Ortodontia, título de Doctor of Dental Medicine (D.M.D.) pela Rutgers School of Dental Medicine e licença ativa para atuar na Flórida, a especialista reúne experiência clínica internacional, gestão de clínicas odontológicas e atuação acadêmica em programas de educação continuada.
Segundo Ana Luiza, uma rotina simples ainda representa a ferramenta mais eficaz para evitar problemas futuros. Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado, utilizar fio dental diariamente, higienizar a língua e realizar consultas preventivas a cada seis meses continuam sendo hábitos capazes de evitar grande parte das doenças bucais.
“O atendimento preventivo sempre será mais simples, confortável e econômico do que tratar doenças em estágio avançado. Pequenas atitudes diárias fazem uma enorme diferença ao longo da vida”, destaca.
Além de prevenir cáries e doenças na gengiva, uma boa higiene contribui para uma mastigação eficiente, melhora a digestão, reduz o mau hálito e fortalece a autoestima. Estudos também mostram que infecções periodontais podem favorecer o agravamento de doenças cardiovasculares, diabetes e até aumentar o risco de acidentes vasculares cerebrais.
Ao mesmo tempo em que os cuidados básicos permanecem indispensáveis, a tecnologia tem revolucionado a forma como os dentistas identificam alterações ainda em seus estágios iniciais. Um dos maiores avanços está no uso da Inteligência Artificial aplicada à interpretação de exames radiográficos.
Por meio de algoritmos treinados com milhares de imagens odontológicas, os sistemas conseguem analisar radiografias em poucos segundos, destacando regiões que podem indicar cáries, perdas ósseas, fraturas, alterações em raízes e outras condições que muitas vezes passam despercebidas durante uma avaliação convencional.
“A Inteligência Artificial não substitui o conhecimento do cirurgião dentista. Ela funciona como uma ferramenta de apoio que amplia nossa capacidade de análise e aumenta a segurança dos diagnósticos”, explica Ana Luiza.
A tecnologia realiza automaticamente ajustes de contraste, brilho e nitidez das imagens, tornando detalhes mais visíveis. Em seguida, identifica possíveis alterações estruturais e apresenta relatórios visuais que auxiliam tanto o profissional quanto o próprio paciente na compreensão do tratamento indicado.
Essa clareza durante a consulta fortalece a confiança do paciente, que passa a visualizar exatamente o motivo de cada procedimento recomendado.
“O paciente entende melhor o que está acontecendo quando consegue enxergar as alterações no exame. Isso cria uma relação de transparência e facilita a tomada de decisões em conjunto”, observa a especialista.


Além da evolução clínica, Ana Luiza ressalta que a odontologia também vive uma mudança na gestão das clínicas. O setor deixou de priorizar apenas o volume de atendimentos para investir em eficiência, planejamento financeiro, tecnologia e experiência do paciente.
Ferramentas digitais, scanners intraorais, impressão 3D, sistemas inteligentes de agendamento e indicadores de desempenho ajudam os consultórios a reduzir desperdícios, otimizar o tempo dos profissionais e oferecer tratamentos cada vez mais previsíveis.
“A tecnologia só faz sentido quando melhora a experiência do paciente e permite que o dentista dedique mais tempo ao cuidado humano. O futuro da odontologia está justamente no equilíbrio entre inovação, conhecimento científico e atendimento personalizado”, conclui Ana Luiza Monroy Francisconi Volles.









