Carnaval indoor ganha força em São Paulo e no ABC com o Baile do Agostin e participação de Hanii

O clima do Carnaval vai invadir espaços fechados e históricos em fevereiro de 2026 com a nova edição do Baile do Agostin. A proposta, que nasceu no ABC Paulista e vem conquistando público a cada edição, aposta em levar a energia dos blocos para ambientes indoor, unindo música brasileira, gastronomia e diversidade em duas datas especiais: 15 de fevereiro, no tradicional Bar Brahma, no Centro de São Paulo, e 21 de fevereiro, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo.
Com ingressos a partir de R$ 45, o evento apresenta dois formatos que se complementam. Na capital, o baile acontece no icônico Salão Principal do Bar Brahma, a partir das 20h, em uma versão mais intimista, mantendo a essência da folia com estrutura, conforto e segurança. Já no ABC, o público poderá vivenciar a experiência completa do projeto em um dos patrimônios históricos mais emblemáticos da região, a partir das 18h.
Um dos destaques da edição do dia 21 é a participação especial do cantor Hanii, vice-campeão do reality musical Estrela da Casa e um dos nomes em ascensão na nova cena da música brasileira. Integrante do Bloco e Baile do Agostin, o artista promete reforçar a potência vocal e a identidade contemporânea do evento, ampliando o diálogo entre tradição e modernidade.
Do samba ao funk: uma trajetória sonora popular
Inspirado na cultura popular brasileira, o Baile do Agostin constrói seu repertório a partir do samba, mas percorre também clássicos da MPB e outras brasilidades que atravessam gerações. As canções ganham novos arranjos, interpretações marcantes e uma dinâmica que aproxima artistas e público, rompendo a distância tradicional entre palco e plateia.
Na edição do Bar Brahma, a formação com banda e bateria será conduzida pelas vozes de Kelly Militão e Gustavo Brunati, revisitando sucessos carnavalescos em clima de celebração coletiva.
A programação da noite segue um roteiro pensado para manter a pista aquecida do início ao fim: abertura com DJ, apresentação de grupo de pagode, show principal e, na sequência, discotecagem em vinil com foco na música brasileira. O encerramento incorpora elementos da música urbana contemporânea, incluindo o funk mandelão.
“O samba e o funk dialogam porque nascem do povo”, destaca Timo Bernardi, idealizador do projeto. Segundo ele, a escolha por encerrar a noite com um repertório mais ousado é estratégica: a ideia é manter o público envolvido até os últimos minutos, sem perder o caráter festivo e inclusivo que marca o baile.
Sabores que acompanham o ritmo
A experiência do Baile do Agostin vai além da música. O cardápio foi desenvolvido para dialogar com o universo dos bares e botecos que historicamente acompanham rodas de samba e encontros boêmios.
Entre as opções, pastéis de vaca atolada e caprese dividem espaço com porções como bolinhos de legumes na manteiga, bolinhos de linguiça com muçarela e molho de abacaxi braseado e o tradicional torresmo de rolo servido com barbecue de cerveja. O menu também contempla alternativas vegetarianas, reforçando o compromisso com a diversidade do público.
De apelido a movimento cultural
O Baile do Agostin foi oficialmente criado em 13 de dezembro de 2024, mas começou a tomar forma semanas antes, a partir de uma referência bem-humorada. Timo Bernardi passou a ser chamado de “Agostin” por usar camisas chamativas, em alusão ao personagem Agostinho Carrara, da série A Grande Família. O apelido se transformou em conceito e, posteriormente, em festa.
A inspiração no personagem também carrega simbolismo. “O Agostinho é aquele que cresce e ganha protagonismo. Existe uma malandragem leve e bem-humorada no samba que tem tudo a ver com a cultura brasileira”, explica o idealizador.
Em pouco mais de um ano, o evento viu seu público dobrar entre a primeira e a segunda edição. Para 2026, a organização projeta crescimento de cerca de 30%. O perfil do público é majoritariamente formado por pessoas entre 30 e 70 anos, mas a proposta é intergeracional, reunindo famílias, amigos e também quem busca a pista para dançar e paquerar.
Um dos símbolos dessa mistura de gerações é a participação do pai de Timo como baixista da banda, reforçando o caráter afetivo e comunitário do projeto.
Compromisso com diversidade e respeito
O Baile do Agostin adota posicionamento firme contra qualquer forma de preconceito. Racismo, homofobia, machismo ou discriminação não têm espaço na festa. A organização destaca que tanto a banda quanto a equipe são formadas por profissionais diversos, refletindo a pluralidade do público.
“Nosso foco são as pessoas. Se não houver acolhimento e respeito, o evento perde o sentido”, afirma Timo.
Mais do que um baile de Carnaval, o projeto se consolida como um movimento cultural que valoriza o território do ABC, a música popular brasileira e o encontro entre diferentes histórias de vida.
Serviço – Baile do Agostin (São Paulo)
Data: 15 de fevereiro de 2026
Horário: a partir das 20h
Local: Bar Brahma – Salão Principal
Avenida São João, 677 – República – São Paulo
Ingressos: a partir de R$ 50 (consultar lote)
Serviço – Baile do Agostin (São Bernardo do Campo)
Data: 21 de fevereiro de 2026
Horário: a partir das 18h
Local: Pavilhão Vera Cruz
Avenida Lucas Nogueira Garcez, 790 – Jardim do Mar – São Bernardo do Campo
Ingressos: a partir de R$ 45 (consultar lote)









