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De traições a casos empresariais: conheça histórias investigadas pelo detetive particular Sérgio Barros

Com 18 anos de atuação, o detetive se desdobra entre inúmeros casos, dos mais diversos motivos e acontecimentos

Natural de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, o detetive Sérgio Barros compartilhou um pouco da sua trajetória profissional e histórias marcantes que viveu durante seus 18 anos de profissão.

Com apenas 18 anos de idade, Sérgio saiu de sua cidade natal em busca de um objetivo de vida e se mudou para Brasília, onde já moravam seus três irmãos. Durante essa transição, ele conta que teve um sonho confuso que mais tarde descobriria que era um sinal.

“Eu sou cristão e tive um sonho onde eu filmava e fotografava as pessoas. Na época, um amigo da minha irmã, que trabalhava na Polícia Federal de Brasília, me disse que eu deveria ser policial, porém não era aquilo que eu queria. Voltei a ter esse sonho mais duas vezes, foi nesse período que eu descobri que existiam detetives na vida real e que era aquilo o que eu queria fazer”, contou.

Aos 20 anos, Sérgio se formou em detetive e, aos 21 fundou, a DIP (Departamento de Investigação Particular). Já aos 22, se tornou detetive profissional e aos 23 localizou um carro roubado e deu sua primeira entrevista. Tal acontecimento foi a virada de chave para uma carreira de muito sucesso e reconhecimento.

Em entrevista, ele revelou alguns casos que marcaram sua trajetória profissional. Acompanhe abaixo:

CASOS DE TRAIÇÃO

O detetive revelou que 65% dos seus trabalhos são casos de investigações de traições e que, da mesma forma que há pessoas que o procuram para desvendar a infidelidade, outras pedem ajuda para encobrir o ato.

“Isso se chama contraespionagem. Ela serve tanto para proteger, quanto para fazer algumas coisas erradas, no caso, trair. Já fui contratado várias vezes por pessoas que me falam que vão sair com a amante e a mulher está desconfiada. Me pedem para ficar de plantão na casa deles e avisar caso haja alguma movimentação estranha”, revelou.

Dentre tantas histórias que marcaram sua carreira, Sérgio nos contou a da Juliana (nome fictício), uma mulher que contraiu uma infecção sexualmente transmissível por conta da infidelidade do marido.

“Eu fiz um trabalho pra ela há uns dez anos e flagrei o marido com uma garota de programas e outras mulheres. Entreguei o material, ela chorou, ficou arrasada. Mas, apesar de todo o transtorno de descobrir a traição, ela não se separou. Dois anos depois, Juliana entrou em contato comigo novamente, só que dessa vez para me contar que, além das traições, o esposo havia passado HIV para ela. Após esse episódio, descobri que finalmente havia se separado”, relembrou.

Durante esses anos, Sérgio nos contou que fez amizades com alguns de seus clientes e aproveitou para lembrar da história de uma médica que, há 13 anos o procurou para investigar seu namorado. Ela desconfiava que o rapaz, alguns anos mais novo, a traía. Vamos chama-la de Marília.

“Após a primeira separação, Marília começou a se envolver com homens mais novos. A gente sabe que muitos homens ficam com mulheres mais velhas por interesse, ainda mais no caso dela, uma médica bem sucedida. Marília se envolveu com um rapaz que tinha a metade da idade dela. Ele era casado, e ela não sabia. Descobri e mostrei todas as provas”, disse.

Ao perceber o perigo que a médica corria, tanto de vida quanto de patrimônio, o detetive decidiu, de forma discreta, entrar em contato com um dos filhos de Marília e descobriu que ele e seus irmãos já haviam deserdado a mãe, com medo de que alguém se envolvesse com ela somente para tomar posse de seus bens.

O fim do relacionamento com o rapaz mais novo finalmente chegou ao fim, e Marília ainda solicitou a ajuda do detetive para recuperar seu carro que estava na posse do então namorado.

“Falei para o filho dela que eu precisava pegar o carro, um Voyage que estava rastreado. Ele disse que eu poderia pegar, mas havia uma dificuldade para conseguir a chave, já que eles brigaram e o cara sumiu com o veículo. Um dia, pela manhã olhei na minha plataforma de rastreamento e o carro estava a 7 minutos da minha casa, então decidi que seria naquele momento”, comentou.

“Liguei para o guincho levar o carro e em seguida liguei para o filho dela ir até lá. Pedi para levar o Voyage à polícia e expliquei a situação para o delegado. No mesmo instante, ele ligou para o namorado da Marília. O delegado disse que o carro e o filho da Marília estavam lá; ele ainda perguntou se ele gostaria de ir retirar. É claro que ele negou e o carro então foi liberado. Isso já fazem 13 anos. De lá para cá, peguei mais uns dois ou três casos dela, e essa semana ela me procurou de novo. Resultado? descobrimos mais uma vez traição e, pasme, era do mesmo cara do caso de 13 anos atrás”, completou.

Na situação mais recente, Marilia estava pagando a faculdade do namorado, porém ele não estava indo para lá, ao invés disso, a equipe de investigação flagrou ele passando em um ponto para pegar uma garota de programa.

Apesar dos casos de traição comporem a maioria dos trabalhos do detetive, existem outros segmentos como: monitoramento familiar, contra espionagem, monitoramento de celulares, localização de pessoas, investigações criminais e investigação empresarial.

CASO DISTRIBUIDORA DE COMBUSTÍVEL

A equipe de investigadores do detetive Sérgio Barros leva em média sete dias para resolver os casos. A investigação mais longa de sua carreira durou cerca de quarentas dias para ser resolvido, e envolveu uma distribuidora de combustível. Os donos da empresa desconfiavam a gasolina estava sendo desviada pelos próprios funcionários, causando um prejuízo gigantesco para a empresa.

“Em Brasília há um setor onde ficam os depósitos de combustíveis. Todas as manhãs, carretas e mais carretas armazenam esses combustíveis, mas os próprios caminhoneiros vendiam a gasolina. Diante da quantidade que era transportada, um galão de 50 litros não fazia a diferença no dia a dia, mas no final do mês a conta não fechava. Quando me contrataram, coloquei câmera escondida dentro do meu carro, que estava em um lugar estratégico, e pegava exatamente o momento em que os caminhões chegavam e passavam essa gasolina para outro local. Porém, eu precisava fazer isso não uma ou duas vezes, mas várias, por isso a demora dos quarenta dias para juntar todas as provas”, relatou o detetive.

CASO EMPRESA DE BATERIAS

Outro caso marcante aconteceu quando o detetive tinha apenas 28 anos. Também se trata de uma investigação empresarial. No caso, ele foi contratado por uma grande empresa de baterias, que suspeitava de desvios feitos pelos próprios funcionários. O prejuízo foi de R$ 2,4 milhões em um ano.

“Eu fiquei pensando como eu iria descobrir esse caso, porque não tinha como seguir cada um dos caminhões. Então, tive a ideia de colocar escuta neles e rastreá-los. Pedi todas as rotas desses caminhões e observei cada passo através da plataforma de monitoramento. Quando percebi inconsistências nas rotas, mandei investigadores nesses caminhos e eles registraram a venda ilegal de 30 a 40 baterias. Dos 5 veículos investigados, 3 faziam o desvio. Eram cerca de 130 baterias por dia, cada uma por cinquenta reais, ou seja, seis mil e quinhentos reais por dia e duzentos mil reais por mês”, narrou.

Gabriella Vivere

Gabriella Vivere, tem em seu currículo um vasto conhecimento tanto na comunicação, quanto em gestão de empresas. Além de jornalista, em seus mais de 15 anos de experiência em conectar pessoas e empresas, ela também é especialista em vendas, grandes marcas, commodities e mercado internacional. A paixão por comunicação surgiu após trabalhar em uma agência multinacional de notícias. Seu talento e expertise com novos negócios lhe deram visão para ampliar suas conexões e experiências profissionais.
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