Jojo Todynho rejeita papel de vítima em debate sobre abolição: “Nasci para ser vitoriosa”

A cantora e influenciadora Jojo Todynho participou, nesta semana, do debate “13 de Maio: A história que não te contaram”, realizado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Durante o evento, a artista falou sobre sua trajetória de vida e afirmou que se recusa a assumir uma posição de vítima diante das dificuldades enfrentadas ao longo da vida.
Promovido pelo vereador Rafael Satiê, o encontro reuniu nomes como Fernando Holiday, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Bárbara Hannelore, Cláudio Dias Antônio e outros convidados para discutir temas ligados à abolição da escravidão, racismo e memória histórica no Brasil.
Durante sua fala, Jojo relembrou a infância em Bangu e contou detalhes dos trabalhos que exerceu antes da fama, incluindo atividades como faxineira, camelô, babá e vendedora ambulante. A influenciadora destacou que acredita no esforço pessoal como ferramenta de transformação e afirmou que nunca permitiu que sua origem definisse seus limites.
A artista recebeu do vereador uma réplica da Lei Áurea e emocionou parte do público ao declarar que nasceu para vencer. O discurso repercutiu nas redes sociais e gerou diferentes reações entre internautas.
Ao longo do debate, os participantes também discutiram o significado histórico do 13 de Maio e o papel de figuras ligadas ao processo abolicionista. Alguns convidados defenderam que a data deve ser lembrada como símbolo de conquista nacional, enquanto outros ressaltaram a importância de reconhecer diferentes protagonistas históricos na luta contra a escravidão.
As declarações feitas no evento rapidamente repercutiram nas plataformas digitais, alimentando debates sobre racismo, meritocracia, desigualdade social e liberdade de opinião no Brasil.









