No mês da Visibilidade Trans, influenciadora Amanda Fróes fala dos desafios e superação

A Visibilidade Trans, celebrada em 29 de janeiro no Brasil, é um marco de luta contra a transfobia, promovendo a cidadania e os direitos humanos de travestis, transexuais e pessoas não-binárias. A data busca combater a exclusão social, desmistificar estereótipos e garantir o respeito ao nome e gênero, essenciais para a dignidade e sobrevivência dessa população.
A transativista Amanda Fróes destaca sua luta e também como faz para lutar contra a transfobia. “Eu vibro a cada conquista, cada avanço é motivo de comemoração. Eu superei a xenofobia e o preconceito quando cheguei no Rio no final dos anos 90 para cursar teatro, nordestina e gay(na época),passei por duras provações e meus cursos,me adaptei a grande metrópole que é o Rio, me transicionei, sabia que não seria fácil, mas eu precisava viver minha identidade e adequar meu corpo a minha verdadeira essência “ relata.
“Ser uma mulher trans no Brasil é sair de casa com uma armadura todo santo dia,você não sabe de onde vem os tiros,mas com certeza virão. São piadinhas, cochichos, apontamentos, risadas, explica. É necessário ter um psicológico babado, e seguimos sendo lindas e resistentes. Ouvir de algumas meninas trans que eu as inspiro, isso é muito gratificante, se eu consegui, elas também conseguem “ afirma Fróes.
Na última semana, Fróes encontrou com Roberta Close em uma comemoração de aniversário de uma amiga em comum e não economizou elogios sobre a amiga: “Roberta é uma inspiração, essa mulher capinou tudo pra gente chegar até aqui, não reconhecer isso é ser ingrata com uma história de décadas. Ela não militava em palavras, mas só de estar ali, naqueles lugares, com aquelas pessoas, ela estava militando em lugares onde a gente nunca sonharia em pisar. Toda vez que a encontro é uma festa, e eu a reverencio sim, por tantas portas que ela abriu “ finaliza.
A ativista irá participar de dois grandes eventos em alusão a visibilidade trans, uma participação na FioCruz falando sobre “transvestilidade” e também marcará presença na Casa Nem, espaço que acolhe pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade, em uma ação de retificação de nome civil no dia 29/01.









