Coluna Rodrigo Teixeira

Rio de Janeiro será sede de torneio de tênis que promete revolucionar o esporte em 2026

Criado pelo lendário treinador Patrick Mouratoglou, Ultimate Tennis Showdown, ou UTS, chega ao Brasil nessa temporada pela primeira vez em sua história prometendo o 'tênis como você nunca viu”

Para a alegria dos fanáticos torcedores brasileiros, o Rio de Janeiro ganhará um novo torneio de tênis em 2026, o UTS Rio. O Ultimate Tennis Showdown (UTS), competição que revolucionou o esporte e que realizará a primeira etapa de sua história na América do Sul. A confirmação oficial da competição aconteceu em fevereiro, durante um encontro entre a equipe do Governo do Estado do Rio de Janeiro,  através do Secretário de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli, o deputado estadual Rafael Picciani, o secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione e o fundador do UTS, o francês Patrick Mouratoglou.

O lendário treinador da modalidade, que já teve sob sua batuta nomes como a americana Serena Williams, o dinamarquês Holger Rune e o búlgaro Grigor Dimitrov, visitou o Rio de Janeiro no último mês, onde aproveitou para alinhar com a equipe local os últimos detalhes da competição, que conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e que será realizada entre os dias 16 e 18 de Julho.

Criado em 2023, o UTS já reuniu dois terços do Top 20 do ranking mundial em suas etapas. Com disputas em Los Angeles (EUA), Frankfurt (ALE), Londres (ING), Oslo (NOR), Nova Iorque (EUA), Guadalajara (MEX), Nîmes (FRA) e Hong Kong (CHN), a competição caiu no gosto dos tenistas e torcedores por suas “inovações” nas regras.

O título do último torneio – realizado no último mês de Dezembro, em Londres -, ficou com o australiano Alex de Minaur (atual número 6 do mundo), que derrotou o norueguês Casper Ruud (12º) na decisão. 

Os números da etapa, inclusive, mostram a relevância da competição. O UTS reuniu em Londres vencedores de três Masters 1.000, 60 títulos do circuito da ATP, três vice-campeonatos de Grand Slams e duas medalhas de ouro olímpicas. 

A temporada 2026 do UTS terá início em grande estilo no próximo mês, na icônica “Arena de Nîmes”, um anfiteatro romano fundado no ano de 27 A.C., que foi transformado em uma quadra especial de tênis, com piso de saibro, com capacidade para mais de 16 mil torcedores. O evento contará com nomes como Ruud (apelidado de “Homem de Gelo” nos torneios UTS), que retorna para defender o título da última disputa na França, além do canadense Félix Auger-Aliassime (8º) e o cazaque Alexander Bublik (11º).

A disputa no Brasil ainda não teve o nome dos participantes revelados, mas também acontecerá em uma importante casa do esporte brasileiro: o Maracanãzinho, com capacidade para receber mais de 11 mil pessoas por dia na primeira etapa do UTS na América do Sul, consolidando o Rio de Janeiro como a capital do esporte no continente.

Qual a diferença entre UTS e o “tênis tradicional”?

A diferença nas regras entre o UTS e uma partida de tênis “convencional” já começa em um ponto que deve, de cara, agradar os brasileiros: a torcida. Nas partidas da competição, é liberada a manifestação do torcedor, que não precisa respeitar o tradicional silêncio da modalidade em nenhum momento do jogo.

Depois disso, as mudanças se tornam mais consideráveis, visto que o torneio é decidido integralmente em três dias de jogos, o que se torna um atrativo ainda maior para os grandes tenistas do Circuito, que aproveitam as novas regras para atuar de forma mais livre e próxima do público, com todos em busca da relevante premiação em dinheiro oferecida pelo UTS.

A partida em si é dividida em quatro quartos de oito minutos cada, com uma parada de três minutos ao fim de cada parcial. Ganha quem vencer pelo menos três parciais e, no caso de empate, um quinto quarto será jogado em formato de “morte súbita”, no qual o primeiro tenista a marcar dois pontos consecutivos vence o jogo.

Nos quartos da partida, cada ponto conta como 1 e, ao final dos oito minutos, entramos na fase “quarter points”, em que o líder até o momento ganha uma vantagem: precisa marcar apenas mais um ponto para vencer a partida.

Entre outras mudanças estão a não realização de um aquecimento antes do jogo (assim que entrarem em quadra, os tenistas abrem a partida), uma regra “sem segundo serviço” (limitando os aces e aumentando a duração dos pontos), a desconsideração da regra de toque na rede, e o aconselhamento dos treinadores (que usam microfones) durante a partida.

Além das diferenças na regra do jogo, o UTS adicionou um momento especial que pode acontecer durante a partida. Os jogadores, por exemplo, recebem uma “carta bônus” por quarto, e decidem como querem utilizá-la durante os oito minutos das parciais, acionando um botão no meio da quadra. Essa carta tem o poder de multiplicar o próximo ponto marcado por três.

SERVIÇO:
Ultimate Tennis Showdown – Rio de Janeiro (UTS Rio)

Local: Maracanãzinho, Rio de Janeiro
Datas: 16, 17 e 18 de Julho
Atletas participantes ainda serão anunciados.
Informações sobre o evento: https://www.uts.live/league-2026/uts-rio-2026/
O conjunto de regras está em sua íntegra aqui: https://www.uts.live/uts-rules/

 

Rodrigo Teixeira

Repórter com mais de 15 anos de carreira. Formado em Jornalismo e Direito pela Estácio de Sá e pós-graduado em Fiscalização, Controle e Orçamento Público e Metodologia do Ensino Superior, ambas pela Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (Elerj). Com experiência em diversos segmentos do jornalismo, entre eles, no meio corporativo, artístico, e no poder público. Com passagem pelas redações dos maiores portais de internet do país, como Terra, UOL e R7. Inclusive já produziu conteúdo para o portal iG. Experiência de gestão, redação e projetos especiais para o on-line dos Jornais O Dia e Meia Hora. Web Repórter da Rede TV, na sucursal do Rio de Janeiro e correspondente do programa "Tô na Fama", da Rede TV do Tocantins. E correspondente no Rio de Janeiro do programa Tô no SBT, do SBT Barra do Tocantis.
Botão Voltar ao topo