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Samba na Gamboa, da TV Brasil, celebra Zeca Pagodinho

Em homenagem aos 65 anos de idade e às quatro décadas de carreira do bamba Zeca Pagodinho, a TV Brasil apresenta uma edição especial do programa Samba na Gamboa neste domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, às 12h30. Em ritmo de folia, a produção da emissora pública festeja o irreverente artista uma semana após o aniversário do cantor e compositor.

O sambista canta alguns dos maiores clássicos da sua trajetória como “Lama nas ruas”, “Deixa a vida me levar”, “Verdade” e “Coração em desalinho”. Com mais de 20 álbuns em sua discografia, Zeca Pagodinho reúne fãs em todo o país. O astro é considerado um dos mais carismáticos nomes da música nacional e personalidade emblemática do samba e pagode.

O encontro do veterano com o apresentador Diogo Nogueira é uma viagem musical pela carreira do homenageado. Mesmo cultivando a simplicidade e o conhecido medo de avião, Zeca Pagodinho atravessa fronteiras e leva o gênero para palcos do mundo inteiro. O músico segue uma vida simples, apesar de se manter há décadas no centro dos holofotes.

Cria dos pagodes no Cacique de Ramos, quando teve que mostrar talento e atitude para ser aceito, Zeca Pagodinho lembra de canções que marcaram passagens da sua vida. Essa edição especial do programa Samba na Gamboa, da TV Brasil, conta, ainda, com a ilustre participação do arranjador, produtor musical e violonista Paulão Sete Cordas.

Primeiros hits no início da trajetória

A madrinha Beth Carvalho gravou, em 1983, o primeiro sucesso de Zeca Pagodinho: “Camarão que dorme a onda leva”, composição de sua autoria em parceria com outros ícones do gênero: Arlindo Cruz e Beto Sem Braço. Em seguida, Alcione interpretou o clássico “Mutirão de amor”. Começava a correr pelo país o talento dos versos do sambista que se tornaria um herói do gênero.

O estouro veio no disco “Raça Brasileira” (1985) com outros talentos que despontavam nos terreiros de samba da cidade. Zeca emplacou “Mal de amor”, “Garrafeiro”, “Bagaço da laranja” e “A Vaca”. O projeto vendeu 100 mil cópias, tornou-se um marco e ajudou a gravar o nome dessa geração na história da música popular carioca.

O primeiro álbum solo do bamba veio no ano seguinte, em 1986, e alcançou um milhão de cópias vendidas. O menino franzino que rodava a cidade de ônibus levando seu cavaquinho num saco de supermercado tinha virado um fenômeno.

Repertório farto de crônicas de amor

Carismático e versador brilhante, Zeca Pagodinho ficou conhecido por cantar as dores de amor e os costumes do povo. O compositor desenvolveu um vasto repertório de sambas com tom de crônicas populares. “Judia de mim”, “Brincadeira tem hora”, “Quando eu contar Iaiá” e “Coração em desalinho” se tornaram clássicos assim que nasceram.

Após outros discos de repercussão nacional, o artista venceu o Grammy Latino na categoria “Melhor álbum de samba e pagode” por três anos consecutivos a partir de 2000. O hit “Deixa a vida me levar” virou o hino da Copa do Mundo de 2002 no pentacampeonato da seleção brasileira. É uma das muitas celebrações da vida do músico que fez dos terreiros do samba seu maior palco. Cinco anos depois, em 2007, o bamba voltou a vencer o Grammy pela quarta vez.

Thiaggo Camilo - @thiaggocamilo

Jornalista e assessor de imprensa. Foi jurado do quadro musical do programa Mais Show com Danny Pink na Rede Vida. Colunista do Tô Na Fama!, portal parceiro de conteúdo do IG. Atualmente está a frente da sua agência de comunicação e licenciamento. Redes sociais @thiaggocamilo | @thiaggocamilopress

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