Torre Beats eleva o Carnaval de Salvador a um novo patamar de expressão e criatividade
No coração do circuito Barra-Ondina, estrutura se consolida como palco de identidade, atitude e inovação

O Carnaval de Salvador é, por natureza, explosão de cores, sons e sentimentos. Mas em 2026, no tradicional circuito Barra-Ondina, uma estrutura em especial roubou a cena e transformou a folia em uma verdadeira galeria viva de estilo e posicionamento: a Torre Beats.
Muito além de um ponto estratégico na avenida, a torre se firmou como espaço de protagonismo para quem enxerga o Carnaval como território de criação. Em meio aos trios elétricos e à multidão vibrante, o local virou passarela contemporânea, onde cada fantasia carrega discurso, conceito e identidade.
Se antes o figurino era apenas complemento da festa, hoje ele é extensão da personalidade. É manifesto visual. É linguagem. E foi exatamente essa atmosfera que tomou conta da torre, reunindo foliões que fazem da moda uma ferramenta de liberdade.
A designer visual Helena Prado, 29 anos, apostou em uma composição inspirada no afrofuturismo, com tecidos tecnológicos e acessórios impressos em 3D. “Aqui eu posso ser quem eu quiser. O Carnaval me permite criar outra versão de mim mesma, e a torre potencializa isso. É como se a avenida virasse palco”, afirma.
Já o produtor cultural Rafael Nunes, 31, escolheu um look sustentável, confeccionado a partir de materiais reciclados e customização manual. “É sobre celebrar, mas também sobre consciência. A torre Beats reúne gente que quer se divertir e, ao mesmo tempo, provocar reflexão”, destaca.
Entre brilhos, texturas e silhuetas ousadas, o que se vê é uma celebração da pluralidade. Gênero fluido, cultura pop, ancestralidade, tecnologia e brasilidade se misturam em composições autênticas, que dialogam com o presente e apontam para o futuro da moda carnavalesca.
A cada dia de festa, a torre se consolida como símbolo dessa nova era da folia: mais conectada, mais diversa e mais inovadora. No alto, a vista privilegiada da multidão; embaixo, a certeza de que o Carnaval é também território de pertencimento e reinvenção.
Na Torre Beats, o som pulsa — mas é a identidade que fala mais alto.









