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Cantora Luara Maysa comenta inspirações para composições

As músicas, além de marcarem momentos importantes da vida, contam histórias. Podemos citar como exemplo Zé Ramalho, quando narrou em “Chão de giz” um romance que viveu com uma mulher casada. Algumas até mesmo surpreendem com o verdadeiro significado. “Aonde quer que eu vá”, dos Paralamas do sucesso é um exemplo. Apesar de parecer ser sobre uma história de um romance que terminou, composição foi feita pensando em um cão labrador do Hebert Viana que havia morrido.

Com a cantora e compositora Luara Maysa não é diferente. A artista conta que suas canções são baseadas em sentimentos em vivências. Ela costuma transformar suas experiências em composições. A música, inclusive, já a ajudou a superar momentos delicados.

“A música sempre foi minha terapia. Cada canção representa uma fase vivida por mim e como eu estava me sentindo no momento. Normalmente, eu só consigo encerrar um ciclo quando tem uma letra e uma melodia que juntos simbolizam ele”, disse.

“Eu passo por muita coisa, e coloco meus sentimentos na música. Comecei minha carreira mesmo em 2019, mas a música nasceu comigo. Tenho uma inspiração dentro de casa: meu pai. Apesar de eu ter nascido com a vontade de cantar, ele é um grande incentivador do meu sonho”, completou.

No início de sua carreira, até mesmo as histórias vividas por pessoas próximas eram usadas como inspiração para Luara. A cantora afirmou ser uma alegria quando algum fã pedia que ela compusesse algo. Porém, com o tempo, sua própria vida passou a virar música.

“Depois que as canções se tornaram minhas aliadas, comecei escrever sobre minhas próprias vivências. Tenho um hit chamado ‘Batom vermelho’, que fiz quando era mais jovem e sofria bullying na escola. Na época, minha autoestima foi abalada pelos acontecimentos, e foi essa música que me levantou”, contou.

“Escrevê-la me fortaleceu. Como a própria letra já diz: eu me levanto, olho no espelho, arrumo meu cabelo, passou um batom vermelho; me alegro de novo; ninguém vai me derrubar, nem me magoar; eu vim para ganhar o jogo”, relembrou.

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Sobre suas inspirações artísticas, Luara cita Alcione, Beyonce e Alicia Keys como seus exemplos de cantoras. Ela afirma que ter referências dentro da música é fundamental para sua carreira. A compositora conta ainda que, assim como grandes nomes a inspiram, ela pensa em também ser inspiração para novos nomes da cena.

“Admiro bastante a cantora Liniker, uma mulher trans, negra, que compõe e me encanta com sua voz e talento. Tornou-se a primeira artista transgênero do Brasil a ganhar um Grammy Latino, a premiação mais importante da música latina. É um exemplo de história e de ser humano. Tenho orgulho de ser fã dela. O dia em que ela compartilhou um vídeo meu cantando, foi uma grande alegria para mim. Saber que uma artista que tanto admiro me notou e gostou da minha voz, significa muito”, concluiu.

Gabriella Vivere

Gabriella Vivere, tem em seu currículo um vasto conhecimento tanto na comunicação, quanto em gestão de empresas. Além de jornalista, em seus mais de 15 anos de experiência em conectar pessoas e empresas, ela também é especialista em vendas, grandes marcas, commodities e mercado internacional. A paixão por comunicação surgiu após trabalhar em uma agência multinacional de notícias. Seu talento e expertise com novos negócios lhe deram visão para ampliar suas conexões e experiências profissionais. Assim, abriu sua própria agência de comunicação, assessoria de imprensa e marketing, a Vivere Press, onde acompanha de perto todos os processos.

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