Carnavrah celebra a música brasileira e o orgulho LGBT+ no coração de São Paulo
Homenageando a atriz Alessandra Maestrini, bloco realiza seu quarto desfile no dia 14, na República, reafirmando o carnaval como território de arte, diversidade e resistência

No próximo dia 14, sábado de Carnaval, o bloco “CarnaVrah” volta às ruas de São Paulo para seu 4º cortejo – o terceiro consecutivo no centro da capital – reafirmando seu compromisso com a celebração da cultura brasileira, dos grandes nomes femininos das artes e da comunidade LGBT+.
Fundado em 2023, a partir de um pequeno cortejo no Butantã para poucos amigos e foliões, o Carnavrah nasceu com o propósito de unir artistas e exaltar a festa como espaço de liberdade, orgulho e expressão. Em poucos anos, o que começou de forma intimista ganhou corpo e dimensão, passando a integrar oficialmente os grandes circuitos de blocos da cidade. Para esse ano, a expectativa é reunir cerca de 50 mil pessoas na região da República, território que o bloco escolheu para criar raízes e florescer.
“É uma alegria pra gente desfilar pelo quarto ano consecutivo nas ruas de São Paulo, representando uma pauta tão importante pra gente que é a da comunidade LGBT+ e homenageando artistas brasileiras desde o seu primeiro cortejo”, afirma Fernando Cabral, fundador do bloco. Já foram celebrados nomes como Gal Costa, Rita Lee, Fernanda Torres, Paula Capovilla e Letícia Soares – mulheres que ecoam coragem, talento e identidade, expandindo as fronteiras da arte e da representatividade.
Em 2026, a homenageada será a atriz Alessandra Maestrini, que fará sua estreia como Rainha do bloco: “Eu tenho muito orgulho do Carnaval brasileiro. Fui criada no Rio, moro em São Paulo há quase 10 anos e nunca participei de um Carnaval na capital. Quando recebi o convite do Carnavrah para me homenagear, me senti muito honrada, acarinhada e feliz com a ideia de ajudar a cultivar o orgulho LGBT nessa festa do amor e da liberdade”, conta a artista.
Ela também relembra sua relação com os fundadores do bloco, Fernando Cabral, Giovanna Castellari e Livia Melo, com quem trabalhou no espetáculo “Titaníque – Uma comédia Musical”: “A convivência entre todos os envolvidos foi realmente inesquecível e floresceu para outros espaços. Receber esse convite é algo muito especial, que corrobora o quanto esse carinho é perene”, destaca. Sobre o que o público pode esperar no dia 14, Alessandra adianta: “Muita alegria, muita música boa tocando, muito axé e todas as cores do arco-íris”.
De “Djavan a Djavu”
O Carnavrah carrega um pacto claro com sua identidade sonora: celebrar um repertório majoritariamente brasileiro. O manifesto simboliza a pluralidade do bloco, misturando MPB, pop nacional, funk, axé e referências que atravessam gerações.
A trilha de 2026 promete reforçar essa homenagem ao carnaval brasileiro com arranjos vibrantes, batidas pulsantes e momentos de catarse coletiva. “A proposta é costurar referências clássicas da MPB com o pop que embala as pistas em múltiplas eras, criando uma narrativa sonora que conecta memória afetiva e celebração contemporânea”, conta Vinicius Santiago, DJ responsável pela curadoria do trio.
Para além do cortejo, o Carnavrah se consolida como espaço de celebração política e cultural. Ao homenagear artistas brasileiras e reforçar o protagonismo LGBT na maior festa popular do país, o bloco reafirma o carnaval como território de resistência, diversidade e afeto. A concentração acontece às 13 horas, na esquina das avenidas Ipiranga e São João, com dispersão marcada para as 18 horas.









