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Apagão global: o que fazer nas primeiras 72 horas, segundo protocolos de sobrevivência

Especialistas em preparação para emergências destacam que água, planejamento e decisões rápidas podem ser fundamentais caso um colapso energético afete serviços essenciais.

Imagine acordar e perceber que toda a energia elétrica deixou de funcionar. Em poucos minutos, a internet desaparece, o sinal de celular cai, semáforos param, postos de combustível deixam de operar e sistemas de abastecimento de água podem começar a falhar. Embora um apagão global seja um cenário extremo e improvável, especialistas em gestão de emergências defendem que conhecer princípios básicos de preparação pode fazer toda a diferença diante de grandes crises.

Um dos conceitos mais conhecidos é a chamada regra das 72 horas. Utilizada por forças militares, equipes de defesa civil e organizações de resposta a desastres, ela parte do princípio de que, nos primeiros três dias após uma emergência de grande escala, o auxílio externo pode demorar para chegar. Nesse período, cada pessoa deve estar preparada para sobreviver utilizando apenas os recursos disponíveis em casa.

Entre todas as prioridades, a água ocupa o primeiro lugar. O organismo humano suporta vários dias sem alimentos, mas a falta de água pode provocar rapidamente desidratação e complicações graves. Por isso, manter uma reserva de água potável e conhecer métodos seguros de purificação é considerado um dos pilares da preparação para emergências.

Os alimentos também devem ser administrados com planejamento. Produtos não perecíveis, que dispensam refrigeração e possuem longa validade, podem garantir a alimentação durante os primeiros dias de uma crise. Além disso, evitar desperdícios aumenta a autonomia da família até que os serviços sejam restabelecidos.

Outro ponto frequentemente destacado por especialistas é a segurança. Em situações de instabilidade, recomenda-se evitar chamar atenção desnecessariamente com iluminação intensa, ruídos excessivos ou exposição de grandes estoques de suprimentos. A discrição pode reduzir riscos em cenários de tensão social.

Também é fundamental utilizar equipamentos corretamente. Geradores, churrasqueiras, fogareiros a gás ou carvão e motores a combustão jamais devem ser ligados dentro de ambientes fechados. Esses equipamentos liberam monóxido de carbono, um gás invisível, sem cheiro e altamente tóxico, responsável por milhares de intoxicações fatais em todo o mundo todos os anos.

Embora um apagão global permaneça apenas como uma hipótese extrema, eventos climáticos severos, desastres naturais e falhas em infraestruturas críticas mostram que interrupções prolongadas de energia podem acontecer em diferentes partes do planeta. Estar preparado não significa esperar o pior, mas desenvolver resiliência para enfrentar imprevistos com mais segurança, organização e tranquilidade.

Gabriella Vivere

Gabriella Vivere Brazil- Regional Advisor Ploutus Journalist, businesswoman, and specialist in big brands, political marketing, commodities, and international markets, began her career at a very young age. She worked in her family’s technology and commodities companies while studying at law school. Her paternal family is a reference in the coffee production market. In her home state, she worked on important projects such as SEDS, PRODEMGE, and SEBRAE. At the age of 24, she left her home state to work in Brasilia on government technology projects for Microcity. During the same period, she worked with Image One and served as a UN Technology Consultant. She moved to Lisbon a few years later, where she lived for four years to study journalism and later specialize in marketing. Nowadays, she is the CEO of Vivere Press, a 360 communication agency, which focuses on politics, press relations, content creation, marketing management, and the creation of exclusive projects. Her passion for communication, technology, and sport, which until then had been just a hobby, led her to become a journalist for “Sportbuzz” and IG, as well as a TV presenter on Redetv.
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