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Outono e inverno favorecem cicatrização de tatuagens, explica Thiago Cortez

Com temperaturas mais amenas e menor exposição ao sol, as estações frias ajudam na recuperação da pele e contribuem para uma cicatrização mais eficiente das tatuagens, destaca Thiago Cortez.

Com a chegada das temperaturas mais baixas, cresce também a procura por tatuagens em estúdios de todo o Brasil. O que muita gente não sabe é que o aumento da demanda no outono e no inverno não acontece apenas por uma questão estética ou de tendência, mas também por vantagens importantes para a recuperação da pele. Em Santos, no litoral paulista, o tatuador Thiago Cortez, da Batcaverna Tattoo, afirma que os meses frios costumam oferecer condições mais favoráveis para a cicatrização e preservação da qualidade da tatuagem.

Segundo o profissional, o calor excessivo pode se tornar um desafio durante o pós procedimento, principalmente por aumentar a transpiração e a exposição ao sol, fatores que interferem diretamente na recuperação da pele.

“Durante o verão, a pele sofre muito mais agressões externas. O excesso de suor, o contato constante com o sol e até a ida frequente à praia podem dificultar bastante a cicatrização”, explica Thiago Cortez.

A tatuagem é considerada um procedimento invasivo na camada superficial da pele. Após a sessão, o corpo inicia naturalmente um processo inflamatório para regenerar a região tatuada. Nesse período, cuidados simples fazem toda a diferença no resultado final.

De acordo com Thiago, as temperaturas mais amenas ajudam a manter a pele menos sensibilizada, reduzindo desconfortos e favorecendo uma recuperação mais tranquila.

“No outono e no inverno, o cliente consegue proteger melhor a tatuagem com roupas leves, sem aquele sofrimento do calor intenso. Isso ajuda muito na recuperação da pele”, afirma.

Outro fator importante é a diminuição da exposição solar. Especialistas alertam que os raios ultravioletas podem prejudicar a cicatrização e até comprometer a intensidade dos pigmentos recém aplicados. Em muitos casos, a exposição inadequada pode provocar irritações, manchas e perda precoce da vivacidade das cores.

Thiago Cortez destaca que muitas pessoas acabam aproveitando os meses frios justamente para garantir que a tatuagem esteja completamente cicatrizada até o verão.

“Muita gente faz tatuagem nessa época pensando lá na frente. Quando chega o verão, a pele já está recuperada, a tatuagem já assentou bem e o resultado fica muito mais bonito”, comenta.

Além do sol, outro hábito comum durante o calor pode representar riscos para quem acabou de tatuar: o contato frequente com piscinas, praias e água do mar. Segundo o tatuador, evitar esses ambientes nas primeiras semanas é essencial para reduzir riscos de contaminação e preservar a qualidade da arte.

“A pele recém tatuada funciona praticamente como uma ferida aberta nos primeiros dias. Quanto menos agressão externa ela sofrer, melhor será a fixação do pigmento e mais confortável será o processo”, explica.

Com anos de experiência no segmento, Thiago afirma que o principal erro de muitos clientes é acreditar que apenas o procedimento dentro do estúdio determina a qualidade da tatuagem. Para ele, os cuidados posteriores são tão importantes quanto a técnica utilizada durante a aplicação.

“A tatuagem não termina quando a sessão acaba. O pós cuidado é uma etapa fundamental para garantir definição, cor e uma cicatrização saudável”, ressalta.

Localizada no bairro do Gonzaga, em Santos, a Batcaverna Tattoo vem acompanhando o crescimento da procura por procedimentos nos meses frios, principalmente entre clientes que buscam unir estética, conforto e melhor recuperação da pele.

Instagram: Batcaverna013

Para Thiago Cortez, além da arte e da expressão pessoal, entender o momento ideal para tatuar também faz parte da experiência. “Quando o cliente escolhe a época certa e segue os cuidados corretamente, o resultado aparece na pele por muitos anos”, finaliza.

 

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